quarta-feira, 23 de setembro de 2026

FVS-RCP alerta para presença de animais peçonhentos em áreas residenciais alagadas

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FOTO: Girlene Medeiros/FVS-RCP

Durante a cheia dos rios no Amazonas, a Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) orienta moradores a adotarem medidas de prevenção contra acidentes causados por animais peçonhentos em áreas residenciais.

Somente em maio, foram registrados 242 atendimentos relacionados a esse tipo de ocorrência no estado. Conforme dados do órgão, 56% dos casos envolveram serpentes. O deslocamento desses animais ocorre quando seus habitats naturais são inundados, o que os leva a procurar abrigo em locais secos, inclusive áreas urbanas e moradias próximas à mata.

A diretora-presidente Tatyana Amorim recomenda o uso de calçados fechados, a limpeza de terrenos, o cuidado ao manusear objetos em locais úmidos e a atenção redobrada ao transitar por áreas alagadas. A gerente de Zoonoses, Érica Chagas, reforça que, ao avistar escorpiões, cobras ou aranhas, é necessário manter distância e contatar imediatamente os serviços de saúde ou a Defesa Civil. Em caso de acidente, o atendimento médico deve ser procurado sem demora para a aplicação de soro antiveneno.

A vigilância sanitária estadual mantém o abastecimento regular de soros nas unidades do interior e realiza o monitoramento contínuo dos registros em todo o território amazonense. Desde março, a rede estadual de saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, a FMT-HVD e a Sesai, ampliou a entrega de antídotos para 14 polos base em áreas indígenas, visando garantir atendimento rápido e adequado em localidades de difícil acesso.

O atendimento a vítimas de animais peçonhentos é concentrado nos casos de ofidismo (acidentes com serpentes), que somam 56% do total, seguido por ocorrências com escorpiões (16%) e aranhas (11%). A coordenação das ações inclui orientações educativas e estratégias para minimizar riscos em regiões vulneráveis durante o período da enchente.

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