O região do alto Andirá, no município de Barreirinha, no baixo Amazonas, está ardendo em chamas e mais de 100 hectares de floresta viraram fumaça.
O Saterê-Mawé Ixé Tupinambarana e o indigenista da Fundação Nacional dos Indígenas (Funai), João Melo Farias, afirmam que os povos da floresta “estão chorando” o incêndio monstro que se avizinha e pode destruir o paraíso mitológico Nuçoken (a floresta encantada).
Conforme eles 28 brigadistas do Ibama e mais 100 Saterês estão combatendo esse cruel fenômeno decorrente das mudanças climáticas causadas pelo próprio homem desde o dia 14 de setembro.
“A grande e sagrada floresta amazônica clama, os povos indígenas ritualizam com seus modos de vida a preservação da floresta”, diz Tupinambarana.
O fogo consumiu também 130 roças de banana, açaí, bacaba, abacaxi, macaxeira e mandioca, comprometendo a alimentação futura dessa gente que vive da floresta.
“Os indígenas Mawé não poluem, não jogam toneladas de lixo industrial na atmosfera como fazem os maiores poluidores do planeta: China e os EUA; contudo, são os que mais estão sofrendo com as queimadas que pra grassa nossa região neste exato momento”, dizem Tupinambarana e João Melo.
Eles afirmam que parte da fumaças que está cobrindo o céu de Manaus sai das matas queimadas do Alto Andirá.