sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Feriado santo para uns, rotina para outros: veja como religiões vivem a Sexta-feira Santa

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Coroa de espinhos e cruz simbolizam o sofrimento de Jesus Cristo, lembrado na Sexta-feira Santa pelos cristãos.

A Sexta-feira Santa, celebrada este ano nesta sexta-feira (18), relembra a morte de Jesus Cristo, segundo a tradição cristã. A data mobiliza diferentes práticas religiosas no Brasil, com rituais variados entre católicos, evangélicos e religiões de matriz africana. Fora do cristianismo, a sexta-feira pode ter valor espiritual, mas não está associada à crucificação.

Na Igreja Católica, a Sexta-feira Santa é o único dia do ano sem celebração de missa. No lugar, realiza-se a Celebração da Paixão do Senhor, composta por três momentos: leitura da Paixão segundo o evangelho de João, adoração da cruz e distribuição da eucaristia consagrada no dia anterior.

O dia é marcado por silêncio, jejum, abstinência de carne e participação em procissões e encenações da Paixão em diversas cidades brasileiras, como Ouro Preto (MG), Nova Jerusalém (PE) e Belém (PA).

Entre os evangélicos, a data é lembrada de formas distintas. Igrejas protestantes históricas, como metodistas, luteranas e presbiterianas, costumam realizar cultos centrados na crucificação, com leituras bíblicas e hinos.

Já entre igrejas pentecostais e neopentecostais, como a Assembleia de Deus e a Igreja Universal do Reino de Deus, a Sexta-feira Santa pode ser marcada por vigílias e reuniões de oração, embora muitas denominações deem maior ênfase à celebração da ressurreição no domingo de Páscoa. Nessas tradições, não há uso de símbolos como crucifixos nem encenações públicas.

Nas religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé, a Sexta-feira Santa não é uma obrigação litúrgica.

No entanto, o sincretismo com o catolicismo leva muitos praticantes a associar a data a Oxalá, orixá da paz e da criação, identificado com Jesus Cristo em diversos terreiros.

Em rituais privados, é comum o uso de roupas brancas, a suspensão de atividades espirituais e o preparo de oferendas como o acarajé branco, sem azeite de dendê. O dia também pode ser marcado por silêncio ritual e recolhimento.

Religiões não cristãs não reconhecem a Sexta-feira Santa como data sagrada. No islamismo, a sexta-feira já é considerada o dia mais importante da semana, com a oração congregacional do meio-dia, conhecida como Jumu’ah, mas sem relação com a crucificação de Jesus.

No judaísmo, a sexta-feira marca o início do Shabat, o dia de descanso que começa ao pôr do sol e segue até o sábado à noite.

O hinduísmo e o budismo, por sua vez, têm calendários próprios e não associam a data a eventos específicos, embora algumas tradições considerem a sexta-feira propícia para oferendas e práticas devocionais.

A Sexta-feira Santa também é feriado oficial em diversos países fora do Brasil. Na Espanha, Itália, Filipinas e México, são realizadas procissões solenes e encenações da Paixão com forte participação popular.

Na Alemanha, o dia é conhecido como Karfreitag e, por lei, há restrições a eventos de entretenimento. No Reino Unido, a data é chamada de Good Friday e é considerada feriado nacional.

Já nos Estados Unidos, embora não seja um feriado federal, é respeitada em alguns estados e regiões com cultos e atividades religiosas.

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