Na manhã deste domingo (4/8), a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) oficializou o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) como candidato a prefeito de Manaus. O ex-deputado estadual Luiz Castro (PDT) é o vice na chapa.
“Deixei de ser candidato a vereador para compor chapa com o Marcelo porque entendemos que o PDT pode colaborar mais, o PDT tem mais a ajudar Manaus”, afirmou Luiz Castro.
A escolha foi confirmada durante a convenção partidária que contou com a presença de seis partidos aliados: PCdoB, PV, PSOL, Rede, PDT e Solidariedade. O petista tem a maior coligação nas eleições de 2024, com apoio de sete partidos.
A Federação PSOL-Rede apresentou apoio ao candidato petista após o PSOL desistir da pré-candidatura de Natália Demes.
PDT e Solidariedade fazem parte do arco de apoio da candidatura da federação.
Parte da militância do PSB também se fez presente através de um movimento chamado “resistência socialista do PSB”.
A aliança formada entre os partidos busca fortalecer a candidatura de esquerda para as eleições municipais, destacando a união das legendas em torno de um projeto comum para a capital amazonense.
A convenção foi marcada por discursos que enfatizaram a importância da unidade da esquerda e do compromisso com as demandas da população de Manaus.
O ministro Alexandre Padilha e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, enviaram vídeos de apoio.
Ramos e Castro prometeram trabalhar juntos para apresentar propostas que atendam às necessidades da cidade, focando em quatro áreas consideradas emergenciais: saúde, segurança, sustentabilidade e educação.
Em seu discurso, Marcelo disparou críticas aos outros candidatos, afirmando que nenhum enviou recursos aos governantes.
“Já sou prefeito sem ter sido eleito, pois todos os projetos que aí estão sendo construídos têm verbas que eu destinei quando era deputado”.
Ramos também fez duras críticas ao prefeito e ao governador.
“O prefeito teve quatro anos e não fez hospital. O governador está há seis anos no poder e não fez nenhum hospital, nem o do sangue que está pronto e ele não quer contratar profissionais e equipar.”