quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Expectativa de vida no Brasil chegaria a 77 anos sem impacto da Covid

Brasileiros teriam melhor expectativa de vida em 2021, mas a projeção da população considera os dados do Censo de 2010 e o IBGE não leva em conta o fator Covid.
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Apenas 9,9% dos residentes do Norte são idosos e Roraima tem a menor participação desse grupo etário (7,7%) (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE)
Apenas 9,9% dos residentes do Norte são idosos e Roraima tem a menor participação desse grupo etário (7,7%) (Foto: Helena Pontes/Agência IBGE)

SÃO PAULO, SP – A expectativa de vida no Brasil aumentaria em 2021, chegando a 77 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicados na manhã desta sexta (25).

A marca seria superior aos 76,8 anos do ano passado. Seria, porque a projeção da população considera os dados do último Censo, realizado em 2010, e novamente não levou em conta as mortes causadas pela Covid-19.

Segundo as informações, reunidas nas Tábuas Completas de Mortalidade para o Brasil 2021, a expectativa de vida seria maior para mulheres: 80,5 anos. Já entre a população masculina, a estimativa alcançaria 73,6 anos.

O IBGE calcula a expectativa a partir de projeções populacionais, que por sua vez são baseadas em dados do Censo Demográfico, que costuma ser realizado de 10 em 10 anos. Ou seja, a tendência é que uma pessoa nascida no Brasil em 2021 atinja a idade de 77 anos.

Censo atrasado

A edição mais recente do Censo ocorreu em 2010. A seguinte seria a de 2020, adiada em razão das restrições provocadas pela pandemia.

Em 2021, o Censo foi cancelado devido ao corte de recursos que seriam destinados para o trabalho.

Após atrasos, a nova edição ficou prevista para este ano, mas a coleta de dados ainda não foi concluída. Na segunda-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro (PL) editou uma medida provisória que autoriza a contratação de funcionários para atuarem no censo sem a necessidade de processo seletivo, em uma tentativa de conseguir as informações ainda este ano.

Com a finalização do novo Censo, novas tábuas serão elaboradas, e o conjunto de dados poderá dimensionar o impacto das mortes por Covid-19 em projeções para a expectativa de vida. O país caminha para 690 mil vidas perdidas para a doença desde o início da pandemia.

Por Lucas Lacerda da Folhapress

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