O ex-presidente do Solidariedade e do Pros, Eurípedes Gomes de Macedo Júnior, sua esposa, filhas e outros 14 aliados se tornaram réus por lavagem de dinheiro, organização criminosa e outros crimes ligados ao desvio de recursos públicos.
A Justiça Eleitoral do Distrito Federal aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), em desdobramento da “Operação Fundo do Poço”.
Segundo o Ministério Público, o grupo desviava verbas do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), utilizando o partido como “patrimônio pessoal” para benefício próprio.
A Polícia Federal afirma que o esquema envolvia empresas de fachada, candidaturas laranjas, notas fiscais falsas e movimentação de grandes quantias em espécie.
A denúncia destaca que Eurípedes era o chefe da organização, contando com o apoio direto da esposa, Ariele Macedo, das filhas Jhennifer e Giovanna, e da mãe, Maria Aparecida dos Santos.
A família usava empresas fictícias para ocultar patrimônio e movimentar os valores desviados, incluindo a compra de carros de luxo e a contratação de planos de saúde empresariais.
Além do núcleo familiar, a denúncia lista um núcleo operacional, formado por aliados estratégicos no partido e na Fundação da Ordem Social (FOS), e um núcleo empresarial, com empresas laranjas utilizadas para escoar o dinheiro.
Um dos métodos usados era a “rachadinha”: funcionários recebiam salários e devolviam parte dos valores aos líderes do esquema.
Entre os réus, estão também ex-tesoureiros do partido, empresários do ramo gráfico e candidatos “laranjas” que ajudaram a mascarar o desvio de verbas eleitorais.
A operação revelou que parte do dinheiro desviado retornava ao grupo familiar por meio da empresa de fachada GFAX Assessoria.
Com o recebimento da denúncia, o caso segue agora para julgamento, mas as investigações sobre outros possíveis envolvidos continuam.
Confira a lista dos 19 réus do caso:
- Eurípedes Gomes de Macedo Júnior, ex-presidente do Pros.
- Ariele de Oliveira Coimbra Macedo, esposa de Eurípedes;
- Jhennifer Hannah Lima de Macedo, filha do ex-presidente e advogada do partido;
- Giovanna Yule Lima de Macedo, também filha e advogada do partido;
- Maria Aparecida dos Santos, mãe de Eurípedes;
- Fabrício George Gomes dos Santos, irmão de Eurípedes e ex-tesoureiro do partido;
- Kelle Pereira da Silva Dutra, esposa de Fabrício;
- Cíntia Lourenço da Silva, ex-tesoureira da Fundação da Ordem Social (FOS);
- Alessandro Sousa da Silva, conhecido como “Sandro do Pros” e ex-secretário-geral do partido;
- Epaminondas Domingos do Nascimento Júnior, empresário do setor gráfico;
- Weslley Moraes, empresário gráfico;
- Karen Lucia Santos Rechmann, identificada como candidata “laranja”;
- Luiz Antonio Senna Catarcione, denunciado como coordenador de campanha falso;
- Rogério Valdeci de Lima, empresário do setor de eventos;
- Jeisilene Lopes Moreira dos Santos, funcionária do partido e usada como “laranja”;
- Chen Rezi Rampa Benício Backtivedanta, apontado como operador financeiro do esquema;
- Davi de Almeida Barros, motorista do partido utilizado como “laranja”;
- Wanderson da Silva Lopes, funcionário do Pros, também atuou como “laranja”.
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