quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Estudo diz que foi impossível prever explosão de casos da Covid-19 no AM

O estudo publicado na revista americana International Journal of Development Research e leva a assinatura de pesquisadores brasileiros.
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Casos de Covid-19 no Amazonas (Foto Divulgação)

Intitulado “Pandemia e Covid-19: uma análise matemática da (im)previsibilidade dos casos no Estado do Amazonas”, um artigo científico inédito concluiu que, mesmo utilizando modelos de cálculo matemáticos de alta acurácia e reconhecidos mundialmente, não seria possível prever o gap elevado do número de casos e de óbitos que levaram a rede de saúde ao colapso nos primeiros dias de janeiro de 2021.

O estudo publicado na revista americana International Journal of Development Research e leva a assinatura de pesquisadores brasileiros.

Segundo os autores, trata-se de estudo epidemiológico de natureza quantitativa na aplicação de modelos matemáticos para predição de eventos e gestão nos serviços de saúde.

Resultados

A apresentação dos dados foi dividida em duas amostras, uma para casos novos e outra para número absoluto de óbitos por Covid-19.

Em relação aos casos novos, o período estudado foi composto por 90 semanas epidemiológicas, total de 22.247 casos novos na semana epidemiológica 55, o equivalente a 3.178 casos novos por dia.

Ao realizar as predições, verificou-se que o GBM projetou um quantitativo de 8.088 casos novos, ou seja, houve uma diferença de 14.159 casos novos, entre o observado e o previsto na semana.

Essa diferença numérica representou 65% entre os casos reais e a projeção.

Pela análise do KNN, o algoritmo projetou 7.672 casos novos. Ou seja, houve uma diferença numérica de 14.575 casos novos entre o observado e o previsto.

Essa diferença numérica representou 65% entre os casos reais e a projeção.

Óbitos

Para óbitos, manteve-se o período de 90 semanas, com um total de 14.120 registros nesse período. Após aplicação da média móvel, trabalhou-se com 1.052 óbitos registrados na semana 56.

A projeção pelo GBM foi um total de 410 óbitos, ou seja, houve uma diferença de 642, entre o observado e o previsto. Essa diferença numérica representou 61% entre os casos reais e a projeção.

Pela análise do KNN observa-se uma predição de 794 óbitos, evidenciando uma diferença numérica de 258 entre o observado e o previsto.

Em porcentagem, representou 24% entre os casos reais e a projeção

Apenas nos primeiros 14 dias de janeiro, o número de óbitos no Amazonas superou em 84,75% o registrado no mês inteiro em 2019.

Em relação a casos, somente em janeiro de 2021, superou a metade do contabilizado no ano inteiro de 2020.

Ao destacar a teoria de imprevisibilidade, os autores sugerem medidas para controle da pandemia, como notificação, testagem, distanciamento físico e vacinação.

Quem assina a pesquisa?

O trabalho é assinado pelo Mestrando em Pesquisa Operacional do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Daniel Meireles Meira; Adriano Moreira Santos, graduado em Matemática pelo ITA, e o engenheiro mecânico Danusio Gadelha Guimarães Filho, também do ITA; a Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina, Gisele Torrente; e o enfermeiro Thiago Queiroz de Souza, graduado pela Universidade do Estado do Amazonas.

Da Redação, com informações da assessoria

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