terça-feira, 16 de julho de 2024

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Estudo aponta Manaus como a primeira cidade a superar a Covid-19

A pesquisa rejeita a hipótese da chamada “imunidade de rebanho”. O debate é a teoria da ecologia evolutiva da doença, que identifica a periculosidade de cada tipo de vírus.
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Estudo intitulado “De Epicentro à Redenção: Por que Manaus será a primeira cidade brasileira a vencer a pandemia de Covid-19”, divulgado na na 10ª edição do boletim do projeto Atlas ODS Amazonas, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), trouxe boa dose de alívio aos moradores de Manaus.

Segundo ele, Manaus será a primeira cidade do Brasil a vencer o novo coronavírus. De acordo com o que foi publicado no boletim, a transição para a última fase da pandemia está acontecendo bem mais cedo em Manaus do que em outros municípios do país. Nos dados da pesquisa, está projetada uma redução significativa de mortes na cidade.

Conforme os pesquisadores, o fenômeno da diminuição de mortes em Manaus será devido à um processo de transmissão do vírus conhecido como “trade-off”. O processo acontece devido a interação massiva da população hospedeira com a Covid-19.

O coordenador do projeto Atlas ODS Amazonas, professor Henrique dos Santos Pereira, estima que aconteça uma lenta redução nos casos do novo coronavírus, enquanto a mortalidade deverá ter uma redução drástica e chegar a quase zero.

A equipe do Atlas ODS Amazonas, formada também pelos pesquisadores Danilo Egle e Bruno Lorenzi, utilizou o modelo logístico para a estimativa das taxas de crescimento de casos e de óbitos por Covid-19. A hipótese debatida é a da teoria da ecologia evolutiva da doença, fator que pode explicar a transição para a última fase da pandemia está acontecendo mais cedo em Manaus.

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Essa teoria da ecologia evolutiva discorre sobre o vírus “mais virulento” e o vírus “menos virulento”. A forma “mais virulenta”, mais agressiva da doença causou a maioria das internações e casos graves, onde muitos evoluíram para o óbito. E quando o paciente morre, o vírus morre com ele, encerrando um ciclo.

Já a forma “menos virulenta”, estaria se espalhando facilmente sem causar casos mais graves e nem mortes. Explicando assim, o número considerável de casos em Manaus, comparados ao número de mortes em curva cada vez mais descendente.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma nova onda da doença na capital, o coordenador declarou que é preciso arriscar. “Nossa teoria é da ecologia de doenças. O que a gente está observando é um trade off virulência versus transmissão. O que significa que não fica razoável supor que possa acontecer uma nova onda em sequencia a essa que parece estra se encaminhando para suas fases finais”, explicou.

Segundo o estudo, a transmissão da doença deverá perder velocidade até que novas variações do vírus surjam. Somente se isso ocorrer, novos ciclos do coronavírus poderão surgir no futuro.

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