quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Estudantes rejeitam modelo tradicional e pedem escola mais prática e conectada à vida real

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Mais de 2,3 milhões de estudantes do 6º ao 9º ano em mais de 21 mil escolas públicas do Brasil pedem uma educação mais prática, inclusiva e ligada à vida real.

É o que revelou a Semana da Escuta das Adolescências nas Escolas, iniciativa do MEC em parceria com Consed, Undime, Consec, Fundação Itaú, Porvir, Iede e Rede Conhecimento Social.

Os jovens rejeitam o modelo tradicional de aulas expositivas e pedem mais projetos, atividades práticas, esportes e artes.

Segundo o levantamento, 38% desejam reforço em língua portuguesa e matemática, 29% querem conteúdos de desenvolvimento social e emocional, e 24% buscam habilidades voltadas ao futuro, como tecnologia e inovação.

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Desafios e desigualdades

A pesquisa também revelou problemas estruturais: apenas 36% das escolas têm quadras esportivas, limitando o desenvolvimento integral. Sete em cada dez estudantes do 6º e 7º anos se sentem acolhidos na escola, mas essa percepção cai entre os alunos mais velhos.

Questões de preconceito, falta de liberdade de expressão e ausência de vínculo social foram apontadas. Apenas 31% dos estudantes mais velhos dizem sentir-se à vontade para se expressar, e jovens negros ou em situação de vulnerabilidade relatam mais episódios de discriminação.

O MEC pretende usar os resultados para orientar políticas públicas e o programa Escola das Adolescências, que busca redesenhar currículos, investir na formação docente e criar canais permanentes de diálogo com os estudantes.

Para especialistas, ouvir os adolescentes é essencial para transformar a escola em um espaço mais inclusivo, dinâmico e significativo.

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