quarta-feira, 23 de setembro de 2026
AMAZONAS ENERGIA

‘Estamos à beira do colapso na distribuição de energia no Amazonas’, afirma ministro

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Imagem de uma vela dentro de uma lampâda
Negócio de distribuição de energia pela concessionária Amazonas Energia está na pauta de reunião da Aneel. (Arquivo)

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, alertou nesta quarta-feira (02/10) para o risco de um “colapso na distribuição de energia elétrica no Amazonas” se não forem encontradas soluções para a transferência da Amazonas Energia.

“Estamos à beira do colapso na distribuição de energia do Amazonas. A MP foi fundamentada em dados objetivos dos técnicos da Aneel, foi Ctrl + C e Ctrl + V. E agora queremos uma solução, e o povo quer uma solução”, afirmou o ministro em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

Ele solicitou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tome decisões urgentes sobre a situação e criticou a postura da agência: “A Aneel não está tendo o cuidado de apresentar alternativas à passagem de controle”.

A cobrança ocorre após a Aneel aprovar um plano para transferir a Amazonas Energia, atualmente controlada pela Oliveira Energia, para a Âmbar Energia, do grupo J&F.

No entanto, a proposta da agência foi criticada pela Âmbar, que informou que não concorda com os termos e considera o modelo inviável, especialmente após ter sofrido perdas de R$ 40 bilhões nos últimos 25 anos.

O ministro destacou que a Medida Provisória que regula a transferência perderá a validade em 10 de outubro, e enfatizou a necessidade de uma resposta rápida da Aneel.

Silveira também comentou sobre a falta de consenso dentro da agência, mencionando a “desarmonia” entre seus diretores e a equipe técnica. Ele pediu que a Aneel apresente alternativas eficazes para resolver a situação antes do prazo final da medida.

Durante a coletiva, o ministro questionou se seria justo que a população financiasse uma intervenção no setor, caso a transição de controle não ocorresse de forma adequada.

“É justo que o povo brasileiro, com dinheiro dos impostos, venha agora financiar uma intervenção? Quanto custa essa intervenção? A MP expira dia 10 ou 12 e eu espero que a melhor decisão seja a de atender interesses exclusivamente do povo brasileiro, com transparência e com responsabilidade.” destacou o ministro.

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