segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Entenda como Belém será organizada para a COP30 e quem terá acesso a cada espaço

COMPARTILHE


A capital paraense está sendo redesenhada para receber a COP30, a maior conferência sobre mudanças climáticas do planeta. Durante o evento, Belém será dividida em diferentes áreas com funções específicas — de negociações diplomáticas a espaços de convivência e exposições abertas ao público.

A estrutura vai permitir que as atividades ocorram de forma organizada e segura, abrigando desde líderes mundiais até visitantes interessados em conhecer projetos ligados à Amazônia e ao clima.

Zona Azul: onde acontecem as decisões globais

O centro das negociações será a chamada Zona Azul, área de acesso restrito e sob responsabilidade direta da Organização das Nações Unidas (ONU).

É nesse espaço que serão realizadas as plenárias oficiais, as reuniões entre delegações e as decisões sobre os acordos climáticos internacionais.

A Zona Azul funcionará dentro do Parque da Cidade, em Belém, em uma área de cerca de 240 mil metros quadrados, com estrutura para receber até 30 mil pessoas por dia.

Lá estarão instalados os pavilhões nacionais, salas de reunião, centros de imprensa, escritórios de delegações, auditórios temáticos e áreas técnicas para apoio logístico e segurança diplomática.

O acesso será exclusivo a chefes de Estado, ministros, negociadores, técnicos da ONU, jornalistas credenciados e observadores oficiais.

Zona Verde: a COP aberta à sociedade

Ao redor da área oficial, a Zona Verde representará a face pública da COP30.

Sob coordenação do governo brasileiro, esse espaço será dedicado a exposições, palestras, oficinas, mostras culturais e atividades de educação ambiental.

É ali que empresas, universidades, ONGs, povos indígenas e comunidades tradicionais apresentarão projetos voltados à sustentabilidade, inovação e economia verde.

Na Zona Verde, o público em geral poderá circular livremente, visitar estandes, assistir a painéis e conhecer iniciativas amazônicas.

A área será montada com pavilhões padronizados e customizados, criados especialmente para destacar a diversidade cultural e ambiental da região. Em termos práticos, será o espaço de convivência e diálogo entre a conferência e a população.

Vila dos Líderes e hotéis flutuantes

Além das duas zonas principais, a COP30 contará com estruturas complementares.

A Vila dos Líderes — ou Vila COP — servirá de hospedagem e centro de reuniões para chefes de Estado e delegações oficiais.

Após o evento, o local deverá ser transformado em sede administrativa do governo do Pará.

Serão utilizados navios de cruzeiro atracados no porto de Outeiro, que funcionarão como hotéis flutuantes para participantes credenciados e equipes de apoio, ampliando a capacidade de hospedagem da cidade.

Quem pode acessar cada área

A divisão física da COP30 também determina quem tem direito de acesso a cada espaço.

A Zona Azul é exclusiva para delegações oficiais, negociadores, observadores credenciados, jornalistas e equipes da ONU.

A Zona Verde será aberta ao público, com controle de entrada, permitindo acesso livre às exposições e atividades.

Já a Vila dos Líderes e os hotéis flutuantes serão de uso restrito a autoridades, delegações e equipes técnicas.

Um evento que transforma Belém

Toda a logística da COP30 foi desenhada para destacar Belém como porta de entrada da Amazônia. O evento pretende integrar transporte terrestre, fluvial e elétrico, priorizando soluções de baixo impacto ambiental. A conferência também adotará medidas para compensar emissões e reduzir o consumo de energia e água, buscando ser o primeiro grande evento internacional de carbono neutro realizado na região. Durante duas semanas, a capital paraense se transformará em um grande laboratório de experiências sustentáveis — uma cidade temporária dividida em zonas, mas unida por um objetivo comum: discutir o futuro climático do planeta.

COMPARTILHE