A reunião realizada na tarde desta terça-feira no auditório do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), solicitada por um grupo de empresas de pesquisas, entre elas algumas que tiveram seus resultados suspensos pela Justiça Eleitoral, e atendida de forma democrática pelo presidente da Corte, desembargador João Simões, ao contrário do muitos imaginavam foi considerada monótona.
A expectativa era a de que as empresas apresentassem uma pauta com demandas concretas que pudessem ser apresentadas e esclarecidas pelo TRE-AM durante a reunião, o que não aconteceu.
Do grupo, apenas um advogado e dois proprietários de empresas fizeram uso da palavra, mas apenas para relatos sobre como os levantamentos são realizados e sobre as dificuldades encontradas ao realizarem o trabalho de campo.
Segundo eles, legislação eleitoral de 2024 “está engatinhando” e existem “fatores limitantes” que acabam por prejudicar as empresas.
Em resposta, o coordenador do Comitê de Combate à Desinformação, juiz Marcelo Vieira, que coordenou a reunião foi enfático e por duas vezes repetiu a seguinte frase: “Com todo respeito: as empresas de pesquisa é que têm que se adequar à legislação e não a legislação de adequar às empresas”.
“Inalações” e conjecturas
O clima monótono da reunião só foi interrompido por uma frase do advogado Raifan Barbosa, representante da empresa Pontual Pesquisa e Direto ao Ponto, que provocou constrangimento e risos da plateia.
“Portais de notícias do estado do Amazonas fazem inalações, conjecturas, tentando diminuir o estado democrático de direito ao afirmar que as pesquisas desses institutos de pesquisa são fraudulentos”.
Inalação significa: “absorção de medicamentos ou drogas por vias respiratórias”.
O advogado, certamente quiz dizer “ilações”, que siginifica “ato de concluir, de inferir, conclusões”.
A “ameaça ao estado democrático de direito” também não foi entendida pela plateia presente.
O presidente do TRE-AM, desembargador João Simões que por orientação médica participou da reunião de forma on line, agradeceu aos participantes e fez questão de dizer que toda e qualquer suspeita de irregularidade durante o processo eleitoral, deve ser informada à Justiça Eleitoral, que está 24 horas à disposição para receber as demandas. “Queremos eleições limpas e transparentes”, fez questão de destacar.
Denúncias podem ser encaminhadas para o Comitê de Combate à Desinformação pelo mail [email protected].
PSTU registrou ausência do candidato do partido em pesquisas
O presidente do diretório estadual do PSTU, Gilberto Vasconcelos, pré-candidato do partido lançado à prefeitura de Manaus pediu a palavra para registrar seus descontentamento com a ausência de seu nome em algumas pesquisas eleitorais.
Matéria atualizada às 20h30 para incluir o registro de participação de Gilberto Vasconcelos na reunião.
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