As três etapas do conjunto habitacional Viver Melhor, nos bairros Santa Etelvina e Monte das Oliveiras, na Zona Norte de Manaus, concentram uma população superior a de 51 dos 62 municípios do Estado apuradas pelo Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Com um número de moradores estimado em 55 mil pessoas, que ocupam 10,8 mil unidades, o Viver Melhor seria o 11º maior município do Amazonas se fosse emancipado do território de Manaus. Ficaria logo a frente de Manicoré, cuja população é de 53,9 mil, e São Gabriel da Cachoeira, com 51,7 mil
A alta concentração de população naquela região da capital amazonense ocorreu entre os anos de 2012 e 2013, quando no governo de Omar Aziz (2010-2015) foram inauguradas as duas primeiras etapas do Viver Melhor, com 8,8 mil unidades.
Já no governo de José Melo (Pros), em 2015, foi inaugurada a terceira etapa, com outras duas mil unidades. No total, O Viver Melhor foi o maior empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida, desenvolvido ao longo dos governos petistas na década passada.
Veja os municípios maiores que o Viver Melhor:
- Manaus: 2,066 milhões
- Itacoatiara: 103,5 mil
- Manacapuru: 101.8 mil
- Parintins: 96,3 mil
- Tefé: 73,6 mil
- Coari: 70,4 mil
- Tabatinga: 66,7 mil
- Maués: 61,2 mil
- Iranduba: 60,9 mil
- Humaitá: 57.4 mil
Viver Melhor sofre com infraestrutura
Assim como as cidades do Estado, que sofrem com toda sorte de problemas urbanos, os moradores das três etapas do conjunto Viver Melhor convivem com tráfico de drogas, sendo considerado pela polícia como uma das áreas vermelhas da Zona Norte, ruas esburacadas e, principalmente, falhas na construção.
Por conta desse último problema, a Defensorias Públicas do Estado do Amazonas (DPE-AM) e da União (DPU) assinaram um acordo com a Caixa Econômica Federal e com a Direcional Engenharia para providenciar reparos e ajustes estruturais das unidades habitacionais dos conjuntos Viver Melhor 1 e 2.
A partir da homologação do acordo na Justiça Federal, que ocorreu agora em junho, a construtora terá um prazo de 26 meses para concluir os reparos nas unidades habitacionais.