sábado, 7 de novembro de 2026

Em maio, AM registrou menos 4,8 mil postos de trabalho

O Amazonas liderou o saldo de demissões na região Norte. Indústria e Serviços totalizaram 77,6% dos empregos perdidos no estado. O Pará ficou em segundo, com 2,5 mil demissões.
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Carteira de Trabalho
(Foto: Divulgação Agência Brasil)

Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, todas as regiões do Brasil tiveram saldo negativo de postos de trabalho no mês de maio. As regiões sul e sudeste foram as mais impactadas.

Na região Norte, o saldo negativo ficou em 10.151 postos de trabalho. E o estado do Amazonas liderou em números de postos de trabalho com carteira assinada fechados no mês de maio, com 4.846 demissões. O Caged mede a diferença entre contratações e demissões.

Das 4.856 demissões no estado, em primeiro lugar, com 1.998, está o setor industrial. Em segundo lugar, o setor de serviços, que contabilizou 1.767 postos de trabalho fechados.

Ambos, ou seja, indústria e serviços, somaram 77,6% dos empregos perdidos. Além disso, o comércio, ficou em terceiro, com menos 575 vagas.

O ensino médio completo foi a instrução mais afetada no Amazonas. E a faixa etária com a maior parte dos desligados, ficou entre 30 a 39 anos, com 1.653 trabalhadores demitidos. Do total de postos fechados, 3.400 foram do sexo masculino.  

Em segundo lugar, da região Norte, ficou o estado do Pará, com mais saldo negativo de 2.557 demissões. Em terceiro, em saldos negativos, ficaram Rondônia (1.184), seguido do Tocantins (-1.109).

No Brasil

Prejudicado pela crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), o emprego formal registrou, em maio, o terceiro mês seguido de desempenho negativo no Brasil. Ao todo, 331.901 postos de trabalho com carteira assinada foram fechados no último mês.

O Sudeste liderou o fechamento de vagas, com 180.466 postos a menos, seguido pelo Sul com menos 78.667 postos e pelo Nordeste com menos 50.272 postos. O Centro-Oeste fechou 12.580 postos de trabalho e o Norte extinguiu 10.151 postos formais no mês passado.

Na divisão por unidades da Federação, apenas o Acre registrou saldo positivo, com a criação de 130 vagas com carteira assinada. As maiores variações negativas ocorreram em São Paulo com o fechamento de 103.985 postos; Rio de Janeiro, 35.959 postos; Minas Gerais, 33.695 postos, e Rio Grande do Sul, 32.106 postos de trabalho.

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