Em live realizada pelas entidades industriais do Amazonas, nesta segunda-feira (24), o vice presidente da república, General Hamilton Mourão foi categórico ao debater sobre o futuro da Zona Franca de Manaus (ZFM).
“À medida em que o custo Amazônia for diminuindo haverá o desmame dos benefícios fiscais. Enquanto houver um custo pesado para se produzir aqui o governo vai manter os benefícios”, afirmou Mourão.
Durante a explanação que fez para os representantes dos setores industriais, o General enfatizou que o futuro do modelo ZFM necessita de adaptações fundamentais e que precisam ser feitas agora.
“É preciso aprimorar as indústrias para que se adaptem a esta quarta fase da Zona Franca. Precisa sair dessa produção industrial em massa e agregar conhecimento. Integrando a indústria com os produtos da floresta”, observou o General.
Mas até lá, os empresários e trabalhadores locados no Polo Industrial de Manaus – aflitos com as ameças aos benefícios, da Zona Franca, impostas pela reforma tributária, que está em debate no Congresso Nacional – podem ficar tranquilos.
” Esse debate é recente, começou agora a discussão no Congresso e não deve alterar os benefícios enquanto não houver integração da região com o resto do País”, repetiu o General ao ser questionado sobre matéria que tramita no Congresso.
CBA será independente
O vice presidente afirmou que o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) vai ter independência jurídica da Suframa para que consiga cumprir o papel de instituição de pesquisa, que nutra as necessidades vocacionais das indústrias locadas no Polo Industrial de Manaus (PIM).
“O CBA vai ganhar personalidade jurídica própria e essa independência da Suframa vai ajudar a transformar ele num instituto de pesquisa e tecnologia, para que as pesquisas sejam realizadas de modo a atender a indústria, o CBA deverá atuar nesse sentido” , complementou Mourão ao admitir que a indústria 4.0 é uma realidade.
Para Mourão, a qualificação dos trabalhadores, assim como os investimentos em infra-estrutura e uma sólida matriz energética, que inclua a energia limpa – como a solar, são fundamentais para que a Zona Franca se perpetue.
Regularização Fundiária
Mourão, que também é presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, se posicionou a favor da regularização fundiária, principalmente nas áreas localizadas ao sul do Estado.
“Aquela região próxima a Apuí preocupa e é primordial a regularização fundiária para que se possa produzir sem derrubar a floresta”, pontuou.
BR 319
Para o General, o impasse em torno da viabilização da estrada BR- 319 deve acabar. Na análise do militar, mesmo com todo potencial hidrográfico da região, a BR é fundamental para o desenvolvimento econômico da região.
“Precisamos da BR 319 como uma artéria de ligação entre o Norte e o Sul do país e vice-versa”, declarou.
Texto: Dani Tipiti