O pior resultado do Relatório de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação (PNE) 2020, divulgado nesta quinta-feira (02/07), diz respeito à Educação de Jovens e Adultos integrada à Educação Profissional Tecnológica (EJA EPT).
A meta estipula pelo menos 25% das matrículas do EJA seja integrada à educação profissional. O percentual brasileiro está em apenas 1,6%.
Este resultado está significativamente distante da meta de 25% estabelecida para ser alcançada até 2024.
Na região Norte, a variação de 2013-2019, ficou com retração de 2,1%, saindo de 2,8% para apenas 0,8.
Em 2013, o percentual de matrículas de jovens adultos integrados à educação profissional no Norte representava 2,8%, à época superior ao da região Norte. Já em 2019, caiu para 0,8%.
No Amazonas, os matriculados no EJA EPT, em 2013, representavam 3,8%. De 2013 para 2019, a variação ficou em -2,9%, com apenas 0,9% de jovens adultos matriculados na educação profissional no ano passado.
Como resultado, o estado do Amazonas só perde para o Acre, que ficou em primeiro lugar no Norte, com a variação de matriculados em EJA EPT em -4,2% .
No Brasil, a maior parte das matrículas da EJA integrada à educação profissional, em 2019, é composta por mulheres (61,3%) e estudantes que se autodeclararam negros (58,2%).
Relatório PNE
O Relatório do 3º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação – PNE/2020 revela ainda que apenas 6 dos 57 indicadores com metas definidas, e calculadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), já chegaram ao que estabelece o Plano.
O PNE, como é conhecido, tem 20 metas que devem ser cumpridas 100% em um prazo de 10 anos, de 2014 a 2024.
O relatório abrange os últimos dados de 2018 e 2019 foi divulgado hoje (2/7). Em suma, aponta que dos 57 indicadores, apenas 13,4% tiveram a meta atingida.
Pandemia vai afetar todas as áreas da educação
A crise gerada pela pandemia do coronavírus deverá atingir todas as áreas da educação no país, disse o Inep na apresentação do relatório, mas ainda é cedo para saber quais serão seus impactos.
O impacto financeiro da crise no Ministério da Educação (MEC) também foi admitido. “O MEC se enfraquece um pouco diante da questão fiscal que o Brasil vive”, reconheceu sem dar detalhes o presidente do Inep, Alexandre Lopes, durante a apresentação do relatório do PNE.