quarta-feira, 23 de setembro de 2026

ZFM deve focar na Amazônia para conquistar Brasil, afirma economista

Para resistir à redução de incentivos fiscais, economista diz que ZFM deve estar na defesa da Amazônia e obter apoio do Brasil e mundo.
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indústria produção industrial

O discurso do Amazonas sobre a redução das alíquotas de importação e incentivos fiscais à Zona Franca de Manaus (ZFM) precisa ser alterado. Esta é a opinião do economista e doutor em desenvolvimento regional, José Alberto Machado.

Para ele, a indústria amazonense deve focar no modelo como politica nacional de proteção da Amazônia, a fim de afastar as desconfianças dos outros estados brasileiros e encerrar falas desfavoráveis à ZFM proferidas pelas autoridades nacionais e internacionais.

“O mundo reclama muito do Brasil sobre a falta de políticas para a proteção da Amazônia e o Brasil já tem uma política que é a ZFM”, afirmou.

Segundo o economista, diversos estudos econômicos já apontavam, há décadas, a necessidade dessa nova postura das autoridades do Amazonas para mudar a mentalidade do restante do Brasil sobre a ZFM, uma vez que a redução de impostos em nível nacional retira os incentivos à indústria local.

Nesta quinta-feira (18), o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou no Diário Oficial da União (DOU) a redução da alíquota dos impostos sobre as bicicletas de 30% para 25%.

ZFM perde competitividade

O Brasil possui uma das maiores alíquotas de imposto de importação de bicicletas do mundo. Enquanto a média mundial gira próximo a 14%, a tarifa externa comum brasileira é de 35%.  A redução dessa alíquota está em pauta desde junho do ano passado, quando a Aliança Bike, apresentou ao Ministério da Economia carta solicitando nova tarifa.

O argumento utilizado para a defesa da indústria local, para Machado, não é válido, uma vez que a produção das ‘bikes’ no Polo Industrial de Manaus se manteve no mesmo patamar nos últimos anos e o maior número de empregados do mercado de bicicletas no Brasil é proveniente do comércio varejista.

“E isso vai ficando cada vez mais concreto na mentalidade do país, porque qualquer coisa que reduza o imposto no país é ruim para nós. Ou seja, que nós sejamos competitivos, a gente tem que ter um imposto maior. Qualquer coisa que seja bom para o resto do país é ruim para nós”, acrescenta Machado.

A diminuição da alíquota de importação de bicicletas, segundo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), deve ser gradativa e chegar a 20% até dezembro de 2021.

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