quarta-feira, 23 de setembro de 2026

ZFM pode avançar alinhada ao incentivo a novos vetores econômicos

Especialistas em economia, políticos e empresários do AM argumentam que defesa da ZFM na reforma tributária deve estar alinhada ao avanço de novos vetores econômicos.
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Divulgação A

Especialistas nas áreas econômica e fiscal, políticos e empresários do Amazonas avaliaram, durante debate promovido pela Associação do Polo Digital de Manaus (APDM), ontem (24), que a defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM) na reforma tributária deve estar alinhada com o argumento da necessidade de desenvolvimento de novos vetores econômicos complementares, como a biotecnologia e a tecnologia da informação.

O debate, que contou com o apoio da Suframa e do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que sediou o encontro, teve como tema “Reforma tributária: impactos e soluções para a Zona Franca de Manaus”.

Participaram das discussões o deputado federal Sidney Leite, o ex-superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, o assessor parlamentar do senador Omar Aziz, Farid Mendonça, e o diretor de relações governamentais, pesquisa e desenvolvimento da Positivo Tecnologia, José Goutier Rodrigues, além do diretor executivo da APDM, Murilo Monteiro, e de representantes de instituições públicas e privadas presentes tanto no auditório do CBA quanto por videoconferência. 

Competitividade

Em sua contribuição, Thomaz Nogueira comentou sobre as intenções de gestões públicas passadas de levar à frente a reforma tributária e, em todas as ocasiões, diversos pontos foram apresentados sobre a relevância das atividades desenvolvidas na Amazônia para o Brasil, sempre com foco na manutenção da competitividade local. Para ele, este ponto deve ser ratificado, uma vez que o que se gera de riqueza na região é devolvido à União e, consequentemente, repassado aos demais estados da federação em forma de investimentos. 

Nogueira ainda falou que “é importante frisar, em meio a toda discussão vigente, que não se pretende substituir a atual matriz econômica local, baseada no Polo Industrial de Manaus, mas complementá-la. Esta pode ser uma oportunidade para todas as outras áreas da economia local. Mantida a competitividade, poderemos redesenhar as atividades e avançar para somar com a matriz vigente”. 

Alinhamento regional

O deputado federal Sidney Leite destacou que é preciso ter um alinhamento com os demais estados da região para que se reitere a validade da matriz econômica atual e a necessidade de se resguardar a economia regional diante dos debates da reforma tributária.

O parlamentar acredita ser pertinente manter uma agenda junto aos representantes da indústria, comércio e serviços para tratar do tema, “assim como é relevante interagirmos mais com os estados vizinhos e, ainda, trazer parlamentares de outras regiões para conhecer a realidade local. Afinal, quando não se conhece do que está sendo tratado, acaba-se por falar de algo sem a base de informações necessária, apenas olhando números e estatísticas”. 

Colaboração do Polo Digital

Por entender a relevância da temática para o cenário econômico regional, a Associação do Polo Digital de Manaus e seus associados, que compõem o ecossistema de inovação local, têm buscado contribuir com as tratativas para achar soluções para a região frente aos desafios da reforma tributária. 

O diretor executivo da entidade, Murilo Monteiro, disse que “semanalmente, reunimos com grupos de associados para debater sobre políticas públicas” para fortalecer o ecossistema de inovação e o Polo Industrial de Manaus. “Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento aqui possíveis nos levam a figurar como o estado que mais gera empregos de média-alta e alta tecnologia no país”, frisou.

Da Redação, com informações da assessoria

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