quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Volume de investimento anjo em startups cai 2% em 2022

Em 2022, os investidores anjos brasileiros aportaram aproximadamente R$ 984 milhões em startups, revela estudo.
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O volume de investimento anjo recuou 2%, em 2022, em comparação ao ano anterior. Os dados são do estudo conduzido pela organização sem fins lucrativos Anjos do Brasil.

Em 2022, os investidores anjos brasileiros aportaram aproximadamente R$ 984 milhões em startups.

Atualmente, o volume de investimento em startups no Brasil representa apenas 0,7% do total investido nos Estados Unidos, o qual chega a cerca de 29 bilhões de dólares anualmente.

Levando em consideração a relação do PIB entre os países, que é de aproximadamente 14 vezes, o investimento anjo no Brasil deveria ser de pelo menos R$ 10 bilhões.

Todavia, o número de investidores anjo no Brasil registrou um aumento de 2%, totalizando atualmente 7.963 investidores anjo.

A pesquisa também revelou a perspectiva dos investidores para 2023, que antecipam uma redução de pelo menos 4% em seus investimentos.

Essa expectativa representa o pior cenário desde o início da série histórica em 2011, marcando a primeira vez em que os investidores preveem uma diminuição em seus investimentos.

Para que o Brasil alcance todo o seu potencial de investimento, é essencial criar políticas públicas de estímulo ao investimento em startups, conforme recomendado pela OCDE.

Essa abordagem já é aplicada em vários países, incluindo todos os BRICS, exceto o Brasil.

Perfil dos investidores e principais mercados

A pesquisa revelou que a maioria dos investidores anjo brasileiros são brancos (86%), enquanto 6,6% se identificaram como pretos, pardos ou indígenas, e 5% como amarelos.

Além disso, houve um aumento na participação das mulheres no universo de investidores, passando de 16% em 2021 para 18%.

Embora esses dados indiquem uma evolução, a presença de diversidade ainda é lenta no ecossistema brasileiro de investimento anjo.

A pesquisa também revelou os setores nos quais os investidores têm maior interesse.

As agritechs se destacaram, com 58% de interesse, seguidas por SaaS (Software-as-a-Service) com 49%, Tecnologias para Saúde e Educação com 48% e 45%, respectivamente, superando as Fintechs com 42%.

Observou-se ainda um crescimento significativo no interesse por startups de tecnologias como inteligência artificial, big data, realidade virtual/aumentada, também conhecidas como Deeptechs, indicado por 41% dos entrevistados.

O relatório completo está disponível em www2.anjosdobrasil.net/blog

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