fbpx

quarta, 01 de dezembro de 2021

Superávit da balança comercial é o mais baixo para outubro desde 2015

Em relação a outubro do ano passado (resultado positivo de US$ 4,404 bilhões), a queda chega a 54,5% pelo critério da média diária.

3 de novembro de 2021

Compartilhe

Exportações superam importações em US$ 2 bilhões (Foto: Agência Brasil)

O crescimento das importações e a desaceleração das exportações de alguns produtos fizeram o superávit da balança comercial cair para o nível mais baixo em seis anos em outubro. No mês passado, o país exportou US$ 2,004 bilhões a mais do que importou.

Esse foi pior resultado para o mês desde 2015, quando o superávit tinha atingido US$ 1,567 bilhão. Em relação a outubro do ano passado (resultado positivo de US$ 4,404 bilhões), a queda chega a 54,5% pelo critério da média diária.

O saldo recuou, mesmo com as exportações totais batendo recorde. No mês passado, as exportações somaram US$ 22,52 bilhões, alta de 27,6% sobre outubro de 2020 pelo critério da média diária. As importações, no entanto, cresceram mais e totalizaram US$ 20,516 bilhões, alta de 54,9% na mesma comparação.

Desaceleração

Apesar da alta do preço das commodities, as exportações desaceleraram. No mês passado, o volume de mercadorias embarcadas subiu apenas 0,7% em relação a outubro de 2020. Os preços subiram, em média, 26,3% na mesma comparação.

Por causa da quebra na safra de milho, afetada pela seca e pelas geadas, as exportações do produto caíram US$ 442,6 milhões em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. O mesmo ocorre com os açúcares e melaços, cuja exportação caiu US$ 324,1 milhões, também afetado por quebra de safra.

A suspensão das compras de carne bovina pela China fez as vendas do produto cair US$ 265,8 milhões em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado. Apenas no segmento da agropecuária, o volume de exportações caiu 12,8% na mesma comparação, enquanto os preços subiram 36,8%.

Em relação aos produtos industrializados, caíram as vendas de aviões (-US$ 205,3 milhões) e de automóveis de passageiros (-US$ 45,9 milhões). No caso dos veículos, a crise econômica na Argentina, principal compradora do Brasil, está afetando as vendas externas.

Do lado das importações, as compras de combustíveis, de adubos e fertilizantes e de medicamentos apresentaram o maior crescimento. A alta do dólar, associada à elevação no preço internacional do petróleo (usado tanto nos combustíveis como em parte dos fertilizantes), pressionou as importações. A recuperação da economia também elevou o consumo. No mês passado, o volume importado subiu 19,6%, e os preços médios aumentaram 23,5%, em comparação a outubro de 2020.

Acumulado

Com o resultado de outubro, a balança comercial acumula superávit de US$ 58,579 bilhões nos dez primeiros meses do ano. Apesar da queda no superávit no mês passado, o resultado é o maior da série histórica, iniciada em 1989. O saldo acumulado é 29,6% maior que o dos mesmos meses de 2020, também pelo critério da média diária. O recorde anterior, de 2017, estava em US$ 49,251 bilhões.

Com o resultado de outubro, as importações passaram a crescer mais que as exportações. As vendas para o exterior somaram US$ 235,87 bilhões, alta de 36% pela média diária em relação aos dez primeiros meses do ano passado e valor recorde desde o início da série histórica. As compras do exterior totalizaram US$ 177,291 bilhões, aumento de 38,3% pelo mesmo critério.

Estimativa

Em outubro, o governo tinha diminuído para US$ 70,9 bilhões a previsão de superávit da balança comercial neste ano. Mesmo com a revisão para baixo, este ano deve terminar com resultado recorde. A estimativa já considera a nova metodologia de cálculo da balança comercial. As projeções estão mais otimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 70,1 bilhões neste ano.

Em abril, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictícias de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Fonte: Agência Brasil

Leia Mais:

Leia mais sobre Economia & Negócios

Inflação medida pelo IPC-S sobe para 1,08% em novembro, diz FGV

Alta da taxa de outubro para novembro foi puxada por apenas dois dos oito grupos de despesas que compõem o IPC-S. Inflação de transportes mais do que duplicou no período.

1 de dezembro de 2021

Carnaval e Covid: empresários temem perder mais vidas e não vendas

Empresários consideram que o possível cancelamento do carnaval poderá afetar o faturamento dos setores. Porém, destacam que o momento é de prevenção à saúde pública.

1 de dezembro de 2021

Garimpo no Madeira expõe falta de alternativas no interior, diz Sidney Leite

Segundo Sidney Leite, a cadeia produtiva da mineração beneficia a mais de 38 mil famílias que trabalham na calha do Madeira, principalmente nas proximidade de Humaitá.

30 de novembro de 2021

No Brasil, desemprego cai 1,6 ponto percentual e atinge 12,6%

Número de pessoas em busca de emprego no país recuou 9,3% e, com isso, chegou a 13,5 milhões. Os ocupados tiveram um crescimento de 4%, alcançando 93 milhões de pessoas.

30 de novembro de 2021

Produtor terá acesso a linhas de crédito especiais durante Expoagro

Ao menos cinco instituições financeiras vão participar da Exposição Agropecuária ofertando linhas de crédito em condições especiais para o produtor rural do Amazonas.

30 de novembro de 2021

Desemprego cai, mas informalidade ainda atinge 59% dos amazonenses

Taxa de desocupação do estado caiu 2,3 pontos percencetuais no 3º trimestre, passando de 15,8%, entre abril e junho, para 13,4% entre julho e setembro, segundo dados do IBGE.

30 de novembro de 2021

Sob expectativa do público, Havan não tem data de inauguração em Manaus

A empresa se restringiu em informar que a unidade da Havan será inaugurada em 2022 e que os planos foram afetados pela pandemia e por reflexos no setor de construção civil.

30 de novembro de 2021

Conhecimento é vital para a sobrevivência de empresas, diz especialista

O prof. Marcelo Miyashita, um dos mais reconhecidos profissionais de marketing do país, estará em Manaus ministrando dois cursos sobre Networking e Gestão de Atendimento.

30 de novembro de 2021