quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Suframa discute alteração do PPB para ‘super baterias’

Empresas do Polo Industrial de Manaus querem otimizar as etapas de produções das baterias, que têm vida útil de até 15 anos.
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Reunião de técnicos com representantes de uma empresa aconteceu na sexta (Layanne Raquel/Suframa)

Técnicos da Suframa reuniram-se na sexta-feira (19) com representantes da empresa BYD Indústria de Baterias Ltda. para dar continuidade às discussões envolvendo a proposta de alteração do Processo Produtivo Básico (PPB) para o produto “Módulo acumulador de energia elétrica para veículos e para estação de armazenamento de energia utilizando células eletroquímicas de ions de lítio”.

Trata-se, na prática, de baterias com maior tempo de vida útil (entre 10 e 15 anos) e que podem ser utilizadas em grandes ônibus elétricos e painéis solares, entre outras destinações.

As propostas de alteração do PBB foram apresentadas pela BYD e pela empresa Unicoba da Amazônia S.A. em dezembro do ano passado e estão em tramitação, desde então, no âmbito do Grupo Interministerial de Análise de Processos Produtivos Básicos (GT-PPB).

As duas fabricantes instaladas na Zona Franca de Manaus pleiteiam, entre outros itens, a prorrogação da dispensa de etapas produtivas – como a injeção plástica e a estampagem – mediante contrapartidas de investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

Após manifestações técnicas iniciais realizadas pelo GT-PBB sobre a temática, o colegiado lançou a Consulta Pública 01/2023, em fevereiro, para receber posicionamentos de empresas, associações e demais interessados, e até o momento não houve definição oficial sobre o resultado das discussões.

Durante a reuniã, a equipe técnica da Suframa, liderada pelo superintendente Adjunto de Projetos, substituto, José Marques, esclareceu que a Autarquia está acompanhando de forma diligente o assunto e que já solicitou ao GT-PPB um posicionamento sobre o tema, informando, inclusive, que a empresa BYD encontra-se em férias coletivas enquanto aguarda o desfecho sobre a alteração do PPB.

“É um produto que utiliza tecnologias ainda em desenvolvimento no País e que, muito embora tenha um potencial de crescimento por trazer benefícios ao meio ambiente, hoje ainda possui baixa demanda, o que implica em ausência de volume de produção para justificar os altos investimentos necessários para executar todas as etapas fabris previstas”, afirmou Marques, justificando tecnicamente o pleito das fabricantes da ZFM.

“A fabricação deste produto na Zona Franca de Manaus está consolidada desde o ano de 2020 e o resultado da alteração deste PPB pode significar a continuidade ou o encerramento de atividades fabris e a consequente manutenção ou perda de postos de trabalho. Por isso, estamos tratando esse assunto com toda a importância devida”, reforçou.

As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

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