De maio à terceira semana de junho deste ano, o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) registrou a ocorrência de 900 demissões decorrentes de encerramentos de contratos temporários, que têm prazo máximo de 180 dias para serem finalizados.
O presidente do Sindmetal-AM, Valdemir Santana, informou que a situação é recorrente e que de novembro de 2020 a junho deste ano o sindicato contabilizou 3,5 mil desligamentos. Ele afirma que há possibilidade de subnotificação dos números porque tem informação de desligamentos que ocorrem sem a homologação do sindicato.
“A rotatividade é recorrente. A contratação temporária incentiva o contratante a essa prática. Então, a cada 180 dias a empresa renova os postos de trabalho e essas pessoas não têm direitos trabalhistas como o FGTS, férias, assistência médica, creche, dentre outros”, disse.
“Levamos o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT-AM) e já estamos tendo audiências”, completou o sindicalista.
Segundo Valdemir Santana, entre as empresas que mantêm a prática de demissões recorrentes estão: Samsung, LG, Moto Honda, Philco, Flexitronics e Transire.
Órgãos do trabalho negam a denúncia
Por meio da assessoria de imprensa, o MPT informou que não tem registro de audiências junto ao Sindmetal e que não recebeu, até o momento, denúncias de empresas que demitem os trabalhadores rotineiramente.
De acordo com o titular da Delegaria Regional do Trabalho do Amazonas (DRT-AM), Gilvan Motta, a delegacia também não tem registros recentes de audiências junto ao Sindmetal.
O delegado também informou que em 2020 o volume de denúncias registradas pela DRT-AM diminuiu entre 20% e 30% em relação a 2019.
Texto: Priscila Caldas
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