quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Salário-mínimo do Brasil é o 2º menor entre 31 países, segundo a OCDE

O Brasil fica à frente apenas do México, de acordo com o ranking internacional divulgado pela OCDE e atrás de países como Chile, Colômbia e Costa Rica.
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A pesquisa reúne dados de 2021 sobre a remuneração dos trabalhadores no mundo (Foto: José Cruz/ABr)
A pesquisa reúne dados de 2021 sobre a remuneração dos trabalhadores no mundo (Foto: José Cruz/ABr)

O salário-mínimo real do Brasil é o segundo menor de uma lista de 31 países feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), à frente apenas do México. O ranking, que tradicionalmente tem 32 países, não considerou o Japão nesta edição.

A pesquisa reúne dados de 2021 sobre a remuneração dos trabalhadores no mundo. A lista reúne nações que integram a OCDE, mais o Brasil e a Rússia.

Atualmente, o salário-mínimo no Brasil é de R$ 1.212. No ano passado, período considerado para a pesquisa, era de R$ 1.100.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem um plano que prevê deixar de reajustar o salário mínimo e a aposentadoria pela inflação do ano anterior, caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) consiga a reeleição.

Pela proposta, o piso “considera a expectativa de inflação e é corrigido, no mínimo, pela meta de inflação”. O gasto com benefícios previdenciários “também deixa de ser vinculado à inflação passada”.

O levantamento utilizou o dólar como moeda-base, e os salários foram ajustados pela paridade do poder de compra (PPP na sigla em inglês). Ainda segundo a OCDE, na elaboração do cálculo também é considerada a inflação de cada país.

Segundo o ranking, o Brasil possui um salário-mínimo médio de US$ 5,21 por hora. O México, pior colocado da lista, tem o salário-mínimo médio de US$ 3,32 por hora.
Luxemburgo lidera o ranking, com um salário-mínimo médio de US$ 27,7 por hora, seguido por Holanda, com US$ 26,2 por hora, e Austrália, com US$ 25,2.

Na América Latina, o Brasil fica atrás de países como Chile (US$ 8,3/h) e Colômbia (US$ 8,1/h).

Texto: Felipe Nunes

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