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quinta, 26 de maio de 2022

Para conter impacto da guerra, ruralistas cobram ação preventiva

Os parlamentares ruralistas consideram que há urgência em adotar medidas que ajudem a reduzir a dependência do potássio estrangeiro para a produção de fertilizantes.

3 de março de 2022

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(Foto: Reprodução)

O setor do agronegócio é um dos que mais demonstram preocupação com o impacto logístico e econômico que a guerra entre a Rússia e Ucrânia pode provocar sobre a cadeia produtiva brasileira. Tanto os dois países quanto a Bielorrússia, aliada da Rússia na guerra, estão entre os maiores produtores mundiais de fertilizantes, bem como os maiores fornecedores do produto ao Brasil.

Com a guerra, somam-se duas preocupações no setor: a primeira, é a dificuldade dos dois países no fornecimento dos fertilizantes aos seus parceiros comerciais. De um lado, a Ucrânia se encontra com sua capacidade de exportação comprometida pelo bloqueio marítimo imposto pela Rússia, bem como por conta das batalhas que acontecem em suas cidades e portos mais importantes. Do outro, a Rússia também sofre bloqueios aéreos e navais da União Europeia, em retaliação às ações militares.

O outro temor, conforme explica o vice-líder do governo na Câmara e vice-presidente da bancada ruralista Evair de Melo (PP-ES), diz respeito ao impacto da guerra sobre a demanda de produtos agropecuários. “Essa guerra tem impacto na cadeia global de produção de alimentos. Rússia e Ucrânia têm cadeias consideráveis de exportação de proteína animal. Isso pode causar um desabastecimento, principalmente no oriente médio e na China, e com isso elevar o preço internacional desses produtosl”, explica.

Uma solução trabalhada pelo Ministério da Agricultura foi negociar com o Canadá para que se crie uma nova linha de fornecimento de fertilizantes à base de potássio, principal substância que preocupa o setor. A frente ruralista apoia o esforço, mas Evair de Melo é pessimista quanto aos possíveis resultados. “É uma opção. Mas é uma corrida global, o Brasil não está indo sozinho ao Canadá. Vamos ter que concorrer com Estados Unidos, Argentina e outros países”, ressaltou.

Os  parlamentares consideram que há urgência em adotar medidas que ajudem a reduzir a dependência do potássio estrangeiro para a produção de fertilizantes. Evair de Melo defende o mesmo plano proposto pelo presidente Jair Bolsonaro, que procura meios de permitir a exploração do potássio localizado no interior da Amazônia. A proposta vem com um preço: as reservas ficam dentro de terras indígenas.

Em coletiva de imprensa na quarta-feira (2), a ministra da agricultura Tereza Cristina afirmou que deverá apresentar um plano de fertilizantes até o dia 17. Ela afirma que o plano já era elaborado antes da crise de abastecimento, voltado para a produção de fertilizantes no Brasil. Apesar de apontar para a busca por novos fornecedores, a chefe da pasta não indicou o que será feito para garantir a produção interna.

Com informações do Congresso em Foco

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