A pandemia do coronavírus interrompeu o desenvolvimento de projetos industriais para a fabricação de smartwatch (relógio inteligente). Sem previsão para a retomada dos trabalhos, o segmento relojoeiro importa e comercializa os produtos com marcas próprias como alternativa em meio à retração do mercado.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Relojoaria e Ourivesaria de Manaus, Amilton Cestari, explica que os trabalhos para o desenvolvimento do novo produto iniciaram em 2020 por fabricantes de relógios e também pelo segmento eletroeletrônico, do Polo Industrial de Manaus (PIM). Mas, a Covid-19 interrompeu as pesquisas.
“O smartwatch já está em desenvolvimento pelos fabricantes dos polos relojoeiro e eletrônico, por ser considerado um bem de informática. Mas, a fabricação foi impossibilitada devido à pandemia, que postergou as possibilidades de investimento diante da retração do mercado”, informou.
“O trabalho exige intercâmbio, compras, desenvolvimento de software, mas a pandemia e a demanda em queda inviabilizaram os investimentos momentaneamente”, completou.
E-commerce segurou o setor na pandemia
Segundo o presidente, o setor enfrenta retração na demanda desde 2017 e desde o último ano o cenário se agravou ainda mais. Por se tratar de um produto do mercado de moda, um acessório, o consumidor deu preferência, durante o pico de crise sanitária e econômica, a itens considerados essenciais, deixando de comprar relógios.
“Com a pandemia, o mercado precisou se reinventar. Houve incremento nas vendas online, o que definitivamente contribuiu para que o mercado de relógios não estagnasse. Mesmo com esse novo modelo de comercialização, houve queda de 25% no faturamento de 2020 em relação à 2019”, informou.
“No primeiro trimestre de 2021 os números estão próximos aos de igual período de 2020 e não se vislumbra nenhuma melhora para os demais períodos deste ano”, completou Cestari.
O polo relojoeiro conta com oito fabricantes e representa 100% dos produtos fabricados no Brasil.
Texto: Priscila Caldas
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