fbpx

sábado, 22 de janeiro de 2022

Pandemia deixa indústria nacional na pior posição global em 31 anos

Segundo levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria, em 2020, a participação da indústria brasileira no mundo caiu para o menor patamar da série histórica.

14 de dezembro de 2021

Compartilhe

Resultados reforçam a trajetória de perda de importância da manufatura brasileira (Foto: Reprodução)

A indústria brasileira registrou a menor participação tanto na produção como nas exportações mundiais em 2020. Esse é o pior desempenho dos dois indicadores desde o início das duas séries históricas, em 1990. Os resultados reforçam a trajetória de perda de importância da manufatura brasileira na economia mundial e refletem a recessão global decorrente da pandemia de Covid-19. Os dados são do estudo “Desempenho da indústria no mundo“, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A participação no valor adicionado da indústria de transformação mundial ficou em 1,32% em 2020, abaixo do 1,35% registrado em 2019. Com isso, o Brasil foi ultrapassado pela Rússia e caiu para a 14ª posição no ranking dos maiores produtores industriais. A participação brasileira está em queda desde 2009, mas até  2014 o país se manteve entre os 10 maiores produtores industriais do mundo.

Exportações perdem competitividade

Os dados de exportações também indicam perda de competitividade. A participação do Brasil nas exportações mundiais da indústria de transformação em 2020 deve ser de 0,78%. O indicador ficou em 0,83% em 2019 e vem de uma trajetória de queda desde 2017.

A CNI estima que o valor das exportações mundiais tenha caído em torno de 6,5% em 2020, ano em que a  queda no Brasil foi de 12,6% — projeção feita com base nos dados internacionais disponíveis. Em 2019, o  recuo mundial no indicador foi de 3,3%, enquanto no país foi de 7,6%.

O percentual de 2019 mantém o Brasil na 30ª colocação no ranking mundial dos exportadores de bens da indústria de transformação. Em 2020, o Brasil deve ser ultrapassado pela Indonésia, caindo para a 31ª colocação.

Antes da pandemia, a indústria de transformação brasileira já enfrentava dificuldades para exportar, relacionadas à alta volatilidade do câmbio, à recessão na Argentina e às tensões comerciais entre Estados Unidos e China. A situação foi agravada pela crise sanitária. 

“Em 2020, as exportações do Brasil de produtos manufaturados foram mais impactadas pela recessão global que as exportações de produtos com grau de elaboração menor. Apenas no final do ano houve alguma reação das exportações desses bens, puxada pela recuperação rápida das principais economias do mundo no terceiro trimestre de 2020. Os novos surtos de Covid-19, no entanto, reduziram o ritmo de recuperação”, afirma a gerente de política industrial da CNI, Samantha Cunha.

China, Coreia do Sul e Países Baixos registram melhor desempenho

Entre os 11 principais parceiros comerciais do Brasil, apenas China, Coreia do Sul e Países Baixos não perderam participação na produção e nas exportações mundiais da indústria de transformação em 2020.

Os dois países asiáticos registraram ganho de participação na produção mundial no último ano. A participação chinesa subiu de 29,43%, em 2019, para 31,28%, em 2020, ano em que o país obteve seu melhor desempenho, se mantendo como o maior produtor industrial do mundo. Já a Coreia do Sul ultrapassou a Índia no ranking mundial, subindo para a 5ª colocação. A participação sul-coreana cresceu de 3,12%, em 2019, para 3,26%, em 2020.

Em relação à participação nas exportações mundiais, a China deve alcançar 17,26% em 2020, acima dos 15,65% em 2019, de acordo com estimativa da CNI. Além da China, apenas Coreia do Sul e Países Baixos devem registrar aumento da participação.

Fonte: CNI

Leia mais:

Leia mais sobre Economia & Negócios

Sorte grande: Mega-Sena deve pagar R$ 22 milhões neste sábado

O último concurso da Mega-Sena (2.445), na última quarta-feira (19), não teve acertadores. As apostas podem ser feitas até as 18h (horário de Manaus) deste sábado.

22 de janeiro de 2022

Projeto visa combater discriminação racial no acesso ao crédito

Levantamentos indicam que 32% dos empreendedores negros do país já tiveram pedidos de crédito negados sem que houvesse explicações. Problema foi inensificado com a pandemia.

22 de janeiro de 2022

Desempenho do varejo deve ser negativo no 1º trimestre, diz Ibevar

Segundo dados da pesquisa de intenção de compra, projeções do varejo ampliado indicam queda de 2,22% para o primeiro trimestre de 2022, em relação ao mesmo período de 2021.

22 de janeiro de 2022

Abertura de empresas cresce 4,5% em outubro, revela Serasa Experian

De acordo com o Indicador de Nascimento de Empresas, foram abertos 325.732 empreendimentos, sendo que em 2020 haviam sido registrados 311.590 novos negócios no Brasil.

22 de janeiro de 2022

Nubank oferece primeiro fundo da família de renda fixa, o Nu Reserva

Fundo é composto por títulos públicos, operações compromissadas e títulos de crédito privado. É uma opção para quem busca alternativa para investir sua reserva de emergência.

22 de janeiro de 2022

Itaú destina recursos para projetos de proteção à infância no Amazonas

Dois projetos de ações sociais em defesa da infância e da adolescência no interior do Amazonas foram contemplados com recursos oriundos do Fundo Itaú Social .

22 de janeiro de 2022

Dívidas do Simples poderão ser pagas ou renegociadas até 31 de março

Prazo encerraria em 31 de janeiro. Regularização dos débitos é necessária para os micro e pequenos empresários e os profissionais autônomos continuarem no Simples Nacional.

21 de janeiro de 2022

Falha de segurança expõe dados de mais de 160 mil chaves Pix

Dados referentes a 160.147 chaves Pix foram vazados. Segundo o BC, informações expostas são de natureza cadastral e não permitem movimentação de recursos ou acesso às contas.

21 de janeiro de 2022