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domingo, 24 de outubro de 2021

No Brasil, três em cada 10 MEIs fecham as portas em até cinco anos

Falta de planejamento, facilidade de fechar MEIs e dificuldade na obtenção de crédito são alguns dos fatores que explicam a alta taxa de mortalidade deste tipo de negócio.

16 de junho de 2021

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Pesquisa "Sobrevivência de Empresas" foi divulgada nesta quarta-feira pelo Sebrae (Foto: Reprodução)

No Brasil, três em cada 10 microempreendedores individuais (MEI) fecharão as portas de seus negócios em até cinco anos. É o que aponta a pesquisa “Sobrevivência de Empresas” divulgada nesta quarta-feira (16) pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas (Sebrae).

De acordo com os números, os MEIs são os que apresentam a maior taxa de mortalidade em até cinco anos: 29%. No mesmo período, as microempresas têm uma taxa de mortalidade de 21,6% e as de pequeno porte, 17%.

De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o estudo comprova a tese de que quanto maior o porte, maior a sobrevivência, pois o empresário tem um maior preparo e muitas vezes opta por empreender por oportunidade e não por necessidade.

“Entre os microempreendedores individuais há uma maior proporção de pessoas que estavam desempregadas antes de abrir o negócio e que, por isso, se capacitam menos e possuem um menor conhecimento e experiência anterior no ramo que escolheram, o que afeta diretamente a sobrevivência do negócio”, afirma Melles.

Além disso, o estudo aponta a possibilidade de que a maior taxa de mortalidade dos MEIs também esteja associada à extrema facilidade de abrir e de fechar esse tipo de empreendimento, quando comparado às Microempresas (ME) e às Empresas de Pequeno Porte (EPP).

Para Melles, as facilidades de abrir e fechar o MEIs faz com que este sistema se assemelhe ao padrão norte-americano de abrir e fechar empresa. Logo, com a maior facilidade de registro e baixa, passa a ser natural entrar e sair de uma atividade, sem que isso gere implicações burocráticas excessivas.

Dificuldade de crédito também atrapalha

Além disso, quanto menor o porte da empresa, mais difícil obter crédito para manter o capital de giro e conseguir superar obstáculos como os ocasionados pela Covid-19.

“Independentemente do porte, mais de 40% dos entrevistados citaram explicitamente como causa do encerramento da empresa a pandemia do coronavírus. Para 22%, a falta de capital de giro foi primordial para o fechamento do negócio”, explica o presidente do Sebrae.

Entre as empresas que encerraram as suas atividades, cerca de 34% dos entrevistados acreditam que ter acesso a crédito poderia ter evitado o fechamento da empresa. Ainda segundo o levantamento, apenas 7% desse grupo de empresas solicitaram crédito bancário e obtiveram êxito.

“Esse dado comprova a importância de programas como o Pronampe, que foi criado para corrigir um problema histórico de acesso a crédito pelos pequenos negócios e que ampliou o acesso a empréstimos no país. Antes do programa, cerca de 11% das empresas conseguiam crédito, após a iniciativa, esse número saltou para 39%”, comenta Melles.

A pesquisa também detectou que 20% dos antigos empresários reclamaram do baixo volume de vendas e da falta de clientes.

Setores

Ao analisar a sobrevivência por setor, o levantamento feito pelo Sebrae detectou que a maior taxa de mortalidade é verificada no comércio, onde 30,2% fecham as portas em 5 anos. Na sequência, aparecem Indústria da Transformação (com 27,3%) e Serviços, com 26,6%. As menores taxas de mortalidade estão na Indústria Extrativa (14,3%) e na Agropecuária (18%).

Amazonas tem a menor taxa de mortalidade

Apesar de ainda registrar índices altamente desfavoráveis à abertura de MEIs, o estado do Amazonas é, ao lado do Piauí, um dos estados brasileiros que apresentam a menor taxa de mortalidade deste tipo de empreendimento, inclusive abaixo da média nacional: 22%.

Na sequencia aparecem os estados do Amapá, Maranhão e Rio de Janeiro (23%).

Minas Gerais é o estado com a maior taxa de mortalidade com um percentual de 30%. Já o Distrito Federal, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentaram uma taxa de mortalidade de 29%.

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