Um ano após o colapso do oxigênio em Manaus durante a pandemia, o manauara se vê em meio a uma nova onda de alta de internações com uma variante de maior poder de infecção e o receio de exposição preocupa o comércio e o setor de supermercados. “Sempre assusta, faz um ano das primeiras mortes por falta de oxigênio e muita gente fica com medo de sair de casa”, diz o superintendente da Associação Amazonense de Supermercados (Amase), Alexandre Duque.
O superintendente destaca que consumidor tem uma relação muito próxima com o supermercado, de uma frequência regular e o medo diante do avanço da Ômicron e outras síndromes respiratórias impactam negativamente o desempenho em vendas no setor, sobretudo após mais um ano fora da ‘normalidade’ com resultado além dos anos anteriores à pandemia. “Até houve crescimento, mas não se compara ( com antes da Covid-19). Quem teve alta, teve de 3% a 5%, se trabalhou direitinho”, informa.
A realidade além da pandemia mantém o segmento apreensivo, segundo Alexandre Duque. O consumidor continua comprando por necessidade, mas mudou seus hábitos. Baixou o valor dos produtos comprados, cortou itens e há meses, convive com a Inflação em alta. Para o superintendente, as recentes medidas de restrições adotadas pela Prefeitura de Manaus e Governo do Amazonas, ainda que necessárias, refletem na diminuição da compra e mantém o cenário de incerteza.
Por ouro lado, o representante da Amase destaca o avanço da vacinação contra a Covid-19 que, semana que vem, começa a ser estendida para as crianças, como algo positivo para o controle da pandemia e a volta do cliente às compras. Nesse sentido, ele destaca que o setor acompanha a crise com as autoridades sanitárias e a parceria firmada nesta semana onde estabelecimentos do setor estão abrigando postos de vacinação.
“Eu não tenho os dados porque esse levantamento é dos órgãos de saúde, mas pelo que estamos acompanhando tem sido um sucesso. O número de vacinações deve surpreender”, afirma.
Protocolos
Alexandre reforça que os associados têm seguidos os protocolos contra a disseminação da Covid-19, como uso de álcool em gel, exigência de máscara e limite na ocupação dos supermercados. Quanto ao questionamento de não cobrar o passaporte vacinal, feito por representantes do setor de Eventos, Alexandre Duque responde que o setor cumpre o que determina a Lei. “A vacinação não é obrigatória, por lei não pode ser cobrada. Na hora que a regra mudar, nós adotamos”, diz.
Texto Emerson Medina
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