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quinta, 19 de maio de 2022

Jovem aprendiz colabora em média com 30% da renda das famílias, diz fórum

Fórum lançado nesta quinta, busca soluções para ampliar estágio e primeiro emprego no Brasil por meio de ações alinhadas com Estados e Municípios e ao Novo Ensino Médio.

27 de janeiro de 2022

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Jovens em estágio podem ser a única fonte de renda da família (Foto: Divulgação/Ciee)

Retrato da desigualdade e do pouco avanço na economia do País, os valores pagos ao jovem aprendiz e estagiário no Brasil e que deveriam ser exclusivos para o custeio dos estudos desse público, acabam complementando a renda das famílias brasileiras e representam cerca de 30% do orçamento nesses domicílios. É o que diz o levantamento do Fórum da Juventude pela Educação, uma iniciativa do Centro de Integração Empresa Escola (Ciee).

O Fórum foi lançado nesta quinta-feira (27) em uma coletiva virtual com a participação do REAL TIME1 e é uma parceria do Ciee com o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social  (Lepes-USP) e a Academia Paulista de Educação (APE) para mobilizar Estados e Prefeituras a criarem políticas públicas que estimulem o estágio e o primeiro emprego na aplicação do Novo Ensino Médio. Para subsidiar a busca por essas soluções na Educação e no mercado de trabalho, o Fórum apresentou alguns dados, entre eles a contribuição do jovem aprendiz na renda familiar.

Para os representantes do Fórum, a questão pode ser ainda mais agravante com o cenário de desemprego no País, pois muitas vezes, esses jovens acabam sendo a única fonte de renda o que compromete a própria experiência do estágio.

Outro ponto preocupante levantado pelo Fórum é que a maioria dos jovens no País acessa o primeiro emprego logo ao sair do Ensino Médio e esse emprego é geralmente precário. Além disso há a distância entre o aprendizado e a demanda do mercado trabalho.

De acordo com o presidente do Ciee, Humberto Casagrande, o Novo Ensino Médio pode ser a oportunidade para melhorar esse quadro, mas para isso, a proposta de Ensino integral (com o aluno mais tempo na sala de aula) tem que estar aliada com a oportunidade de estágio.

Para Casagrande, as dificuldades para estágio e primeiro emprego hoje são estruturais e conjunturais. A conjuntura trata em especial do setor de Serviços. É o que mais emprega e abre vagas de estágio para jovens (60%), mas foi um dos mais impactados com a pandemia e as medidas de restrições nos Estados e Municípios. A expectativa é que, findada a pandemia, o setor volta a operar com a abertura de mais vagas para os jovens.

A questão estrutural diz respeitos a setores que ainda são conservadores em dar oportunidaes aos jovens como o da Industria de Transformação, enquanto outras atividades mais ligadas a Tecnologia e Inovação são mais abertas a esse público.

Texto: Emerson Medina

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