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quarta, 01 de dezembro de 2021

Inflação pressiona custos e encarece passagens em até 100%, diz Abav

Conforme a Abav, o segmento aéreo opera com base no dólar e recebe em Real, o que impacta diretamente nos custos que consequentemente são repassados ao consumidor.

27 de outubro de 2021

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Inflação pressiona custos e encarece passagens em até 100% (Foto: Reprodução)

No último ano o preço das passagens aéreas acumulou alta que supera os 100%, em relação aos valores praticados em 2019. Apesar do encarecimento, a Associação Brasileira de Agências de Viagens no Amazonas (Abav-AM), afirma que a demanda segue crescente, apesar de dividida com a procura por reprogramação de viagens (suspensas em 2020).

De acordo com o presidente da Abav-AM, Roberto Cunhago Tavares, o aumento no preço das passagens aéreas segue os índices inflacionários. Ele explica que o segmento aéreo opera com base no dólar e recebe em Real, o que impacta diretamente nos custos que consequentemente são repassados ao consumidor.

Em meio ao atual cenário, Tavares afirma que a perda de renda da população é o fator que mais preocupa porque toda a cadeia turística depende de pessoas que busquem pelo lazer ao menos uma vez ao ano.

“O setor aéreo é dolarizado, o que encarece os custos. Os transportadores realinharam os preços. As tarifas foram desregulamentadas e cada transportador constrói a tarifa e submete à análise da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Para alguns trechos o aumento no preço, no acumulado do último ano, supera os 100%, em relação a igual período de 2019”. É algo triste”, comentou o presidente.

“O que também nos preocupa é o empobrecimento da população, a perda de renda. O setor turístico depende de quem viaja pelo menos uma vez ao ano, são pessoas que priorizam o lazer. A esperança é que haja restabelecimento no poder aquisitivo do brasileiro”, completou.

Para Tavares, o avanço da vacinação contra a Covid-19 gerou sensação de segurança à população e expectativa de um possível retorno à normalidade.

Abear: tarifa aérea é menor do que em 2019

Comunicado divulgado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) destaca que apesar da pressão nos custos estruturais do setor aéreo, decorrente dos seguidos reajustes no valor do querosene de aviação (QAV) e da alta do dólar, a tarifa aérea no acumulado de sete meses de 2021 ainda é menor do que o registrado em 2019, antes da pandemia.

A Abear ainda informou que os dados mais recentes da Anac apontam que a tarifa doméstica média real (corrigida pelo IPCA) entre janeiro e julho de 2021 foi de R$ 403,83, o que representa queda de 11,4% diante de igual período de 2019, quando a tarifa média foi de R$ 455,96. A empresa afirma que foi o segundo menor valor da série histórica da Anac.

Conforme a Abear, a tarifa média de janeiro a julho de 2021 ainda abaixo da registrada em 2019 contrasta com a escalada dos custos estruturais do setor. Na média do 2º trimestre, o valor do litro do querosene de aviação disparou 91,7%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O comunicado frisa que a desvalorização de 39,2% do real em relação ao dólar desde o início de 2020 ampliam este cenário desafiador, já que mais de 50% dos custos das empresas são indexados pela moeda norte-americana.   

Texto: Priscila Caldas

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