Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (19) mostram que o ano está auspicioso para as empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). Em março, elas seguiram para o terceiro mês seguido de crescimento e atingiram a maior alta do país no ano.
O estado ficou atrás apenas do Mato Grosso em crescimento industrial, conforme o IBGE.
Em março, a produção industrial no Amazonas avançou 8,7% sobre fevereiro. Já com relação ao mês de março de 2022 cresceu 23,5%.
Entre janeiro e março deste ano, a alta acumulada já é de 14,8%, o maior crescimento entre os estados, conforme o IBGE.
Produções que mais cresceram na indústria do Amazonas
A produção de derivados do petróleo e biocombustíveis, com 34,7%, lidera o ranking. Já a maior queda foi na fabricação de produtos químicos, uma redução de 15,5%. Esses percentuais consideram a variação entre março e fevereiro de 2023.
Na passagem de fevereiro para março, a produção industrial brasileira avançou 1,1%, com crescimento em 11 dos 15 locais investigados pela pesquisa.
As maiores altas foram registradas pelo Mato Grosso (9,3%), Amazonas (8,7%) e Pernambuco (8,1%).
No acumulado trimestral, a indústria caiu 0,4% e as taxas negativas foram verificadas em 13 dos 18 locais pesquisados. Já no acumulado em 12 meses a variação foi nula (0,0%), com nove dos 15 locais analisados mostrando resultados negativos.

Em março de 2023, frente ao mesmo mês do ano anterior, as indústrias de transformação do Amazonas apresentaram alta de 25,1% na produção, e as indústrias extrativas, alta de 3,3%.
Na análise por atividades, a fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos teve um aumento de 55,2%, seguida pela fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis com 34,7% de variação, e pela fabricação de máquinas e equipamentos com 29,9% de crescimento.
Outras atividades também registraram aumento no período: fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (motocicletas, bicicletas e rebocadores), com 12,1%; fabricação de bebidas (9,9%); fabricação de produtos de metal, excluindo produtos químicos (5,6%); e fabricação de produtos de borracha e plástico (1,7%).
As quedas em março, frente ao mesmo mês do ano passado, foram observadas na fabricação de produtos químicos (-15,5%); na fabricação de produtos diversos (-5,2%) e na fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,0%).
No acumulado do ano (janeiro a março), a maior alta do Amazonas também foi na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com 26,9% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado; e a maior queda foi na fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-9,4%).
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