De março de 2020, no início da pandemia da Covid-19, até agosto de 2021, o preço médio do litro da gasolina nos postos de combustíveis registrou um aumento de 32,9%. Neste período, o valor de revenda saltou de R$ 4,46 para R$ 5,93, em média. Aqui no Amazonas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo site Metrópolis, a alta foi de 15,1% no mesmo período.
Já no Distrito Federal, unidade da Federação com a maior variação no proço do combustível, a gasolina ficou 34% mais cara em 17 meses.
Nesta segunda-feira (27), durante evento de comemoração aos mil dias de governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) minimizou a questão. De acordo com o chefe do executivo federal, a escalada nos preços da gasolina no país “não é maldade”, mas sim, “realidade”.
“Alguém acha que eu não queria a gasolina a R$ 4 ou menos? O dólar a R$ 4,50 ou menos? Não é maldade da nossa parte, é uma realidade”, declarou. Em seguida, em tom enigmático, o presidente deu a entender que os sucessivos aumentos não estão nem perto do fim.
“E tem um ditado que diz: ‘Nada está tão ruim que não possa piorar’. Nós não queremos isso, porque temos o coração aberto. E tem uma passagem bíblica, um resumo de uma passagem bíblica, que diz: ‘Nada temeis, nem mesmo a morte, a não ser a morte eterna’ ”, disse.
As declarações aconteceram após reunião realizada entre Bolsonaro e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, para discutir, justamente, a subida nos preços da gasolina. Segundo o presidente, o encontro serviu para discutir medidas para diminuir o valor dos combustíveis “na ponta da linha”, sem citar, no entanto, que medidas serão adotadas.
Da redação
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