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segunda, 04 de julho de 2022

Escassez de semicondutores deve continuar até metade de 2022

Pandemia aumentou a demanda de produtos de Tecnologia da Informação e Comunicação, surpreendendo o setor que já havia sido impactado pela interrupção de cadeias produtivas.

15 de novembro de 2021

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Avaliação é de especialistas do setor (Foto: Reprodução)

A escassez de semicondutores que começou com a pandemia de Covid-19 seguirá como um problema para a indústria e para os consumidores pelo menos até a metade de 2022, encarecendo produtos eletroeletrônicos. A avaliação é da associação de representantes do setor e de especialistas no setor automotivo, um dos que sofreram impacto pela falta de componentes para circuitos elétricos.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (Abisemi), Rogério Nunes, disse que a demanda de produtos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) aumentou com a pandemia, surpreendendo o setor de semicondutores que havia sido impactado pela interrupção de várias cadeias produtivas. “Esse setor de semicondutores é lento no retorno à produção. Ele demora alguns meses em função da sua característica de manufatura”, explicou.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, afirmou, em entrevista coletiva no último dia 8 sobre os resultados do setor, que a retração das vendas em outubro é reflexo das dificuldades enfrentadas pela indústria, como a falta de componentes, em escassez mundial. “O ano de 2022 continuará sendo de grandes desafios na entrega de semicondutores ao setor automotivo”, disse na ocasião.

“Fala-se entre 5 milhões e 7,5 milhões de carros não produzidos este ano no mundo. São 250 mil a 280 mil no Brasil em função disso, mas outros setores também já começaram a ser afetados – a partir desses últimos meses, a área de TICs, celulares”, observou Nunes. Para ele, a redução da oferta de celulares pode chegar a 10%, “principalmente em função do desabastecimento porque a demanda continua relativamente alta”.

“Não só a indústria automobilística, mas a indústria em geral teve muita dificuldade para implementar as normas de segurança, até todo mundo entender o que estava acontecendo”, lembrou Renan Pieri, economista da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Ele reforça que o setor de semicondutores tem certa inflexibilidade para se adequar à demanda. “A perspectiva é de regularização apenas no segundo semestre do ano que vem”.

Sobre as possibilidade de mitigação do problema, Pieri disse que a maior cooperação entre o próprio setor poderia ter amenizado o problema. “O que deveria ou poderia ter sido feito era uma coordenação entre as empresas da cadeia, todos os produtores, tanto de semicondutores como os demandantes, com o objetivo de criar medidas de cooperação, para que todo mundo conseguisse passar da melhor maneira possível pela crise”.

“Esse tipo de coordenação, no entanto, já que estamos falando de empresas ao redor do mundo inteiro, é muito difícil”, admite. Nunes, por sua vez, destacou dois fatores que devem ser levados em conta para analisar o atual quadro de escassez: a mudança tecnológica, que é inerente ao mercado, e questões contextuais e imprevisíveis, como a pandemia de Covid-19. Essas questões, no entanto, lidam com fatores relacionados ao próprio setor. 

“Temos uma excessiva concentração de manufatura desses produtos semicondutores na Ásia. Por exemplo, um país como Taiwan produz 43% de tudo que é o wafer [disco de silício] no mundo. A Coreia tem outros 21%, praticamente dominando 70% do que há de memórias no mundo”, acrescenta. Ele disse que outros países, como os Estados Unidos, começam a lançar incentivos para atrair manufatura. O mesmo, segundo ele, ocorre na Europa.

Disco de silício

Nunes explicou por que os semicondutores são tão importantes nas cadeias produtivas de eletroeletrônicos. “Eles são aplicados em todos os produtos que usam tecnologia eletrônica, então todos os produtos hoje da nossa vida utilizam. Praticamente tudo. Desde a área médica, agrobusiness, tecnologia da informação, computadores, celulares”, enumera. 

Esses componentes eletrônicos são o que conhecemos mais comumente como chips. “Chips são, na verdade, uma pastilha de silício, um pequeno pedaço de silício que, na verdade, é um produto enriquecido a partir da areia. Com esse item semicondutor, nós fazemos a construção de um circuito elétrico, circuito integrado, encapsulamos esse circuito integrado para que ele possa ser usado nas placas eletroeletrônicas”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

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