Logo no início da pandemia, em 2020, quando o fluxo global de mercadorias deu um nó, a fabricante brasileira de eletrodomésticos Mondial começou a elevar paulatinamente o seu índice de produção local.
Cafeteiras, fritadeiras e sanduicheiras estão entre os produtos da empresa que foram nacionalizados para depender menos de itens estrangeiros e ampliar mercados na América do Sul.
O movimento não é isolado. Faz parte de uma nova tendência de substituição de importações na indústria que começou pelas fabricantes de eletroeletrônicos e já alcança outros setores.
A guerra na Ucrânia reforçou ainda mais essa espécie de “desglobalização” nos planos estratégicos das empresas com a disparada dos preços do frete internacional e dos combustíveis. A ideia agora é ter fornecedores e consumidores o mais perto possível.
As empresas então começam a mudar de estratégia. Além de buscar fornecedores locais, aumentam a produção para substituir produtos importados — que já sofrem com o dólar alto — nas prateleiras das lojas.
Na Mondial, a meta é que o índice de produtos feitos no Brasil suba dos atuais 65% para 72% até o fim de 2023 com o aumento da produção e a busca de fornecedores locais. Além da compra de novas máquinas, investe R$ 129 milhões na ampliação de fábricas no Amazonas e na Bahia.
A Multilaser também decidiu ampliar a produção de diversos itens em suas fábricas no Brasil neste ano. Em alguns casos, pretende até triplicar a produção nas unidades do Amazonas e de Minas Gerais neste ano.
O preço do contêiner subiu nos últimos dois anos de US$ 1 mil para US$ 13 mil. Não há perspectiva de baixar o preço. Decidimos elevar a produção nacional. Não está compensando trazer para o Brasil — explica Ostrowiecki.
Da Redação, com informações da assessoria
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