quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Em expansão no estado, terapia financeira auxilia no controle dos gastos

A terapia financeira é baseada no método DSOP - Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar. Todos, com foco na mudança do comportamento em relação ao dinheiro.
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Atividade em expansão no estado, a terapia financeira busca auxiliar a pessoa endividada a mudar hábitos e a alcançar o equilíbrio na administração do dinheiro por meio de um diagnóstico do contexto pessoal e familiar do paciente. Segundo a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), nos últimos dois meses a procura pelo serviço, no estado, foi mais acentuada motivada por despesas contraídas durante a pandemia da Covid-19.

A vice-presidente da Abefin na região Norte e terapeuta financeiro, Roberta Veras, afirma que a atividade está em consolidação no estado, diferente de outras regiões do país como no Sul e no Sudeste, onde a terapia é amplamente demandada.

Roberta explica que a terapia financeira é baseada no método DSOP, que utiliza quatro pilares, que são: Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar. Todos, com foco na mudança do comportamento em relação ao dinheiro.

“A terapia vai entender o passado, o contexto familiar, o dia a dia, a realidade da pessoa. Vamos entender os sonhos dela. A ideia é auxiliar o cliente a sair do endividamento e a obter controle, mudança no comportamento. A terapia é um método, é uma ciência humana e não simplesmente exatas”, disse.

“Enquanto na consultoria, é dada simplesmente uma solução para resolver um problema”, completou Vera.

Os atendimentos podem ocorrer de forma individual, em casal ou ainda, em família. As consultas custam entre R$150 e R$200.

De acordo com Vera, os principais problemas verificados durante os atendimentos são: mau uso do cartão de crédito, financiamentos elevados que fogem ao padrão financeiro do cliente e endividamento por crediários.

“Durante a pandemia muitas pessoas saíram de apartamentos e financiaram casas. Adquiriram prestações mais elevadas e não enxugaram gastos. O salário reduziu, mas a pessoa não cortou despesas, não readequou o seu padrão de vida”, comentou.

Segundo a vice-presidente, em meio ao período de dificuldades financeiras os clientes abrem mão de alguma despesa para conseguir pagar a terapia.

“As pessoas estão se conscientizando que terapia não é gasto e sim investimento. Estão abrindo mão de outras despesas para buscar ajuda para se reequilibrar financeiramente”.

Importância da habilitação profissional

Conforme a terapeuta financeiro é importante estar alerta para possíveis golpes de pessoas que se passam por terapeutas, mas não têm capacitação profissional para o exercício da profissão.

“O cliente pode e deve exigir o teste de capacidade técnica do profissional que está oferecendo os serviços. Todo terapeuta é um consultor, mas nem todo consultor é um terapeuta. A atuação exige cursos profissionais que habilitam ao atendimento. Uma orientação errada pode piorar a situação do cliente”, alerta.

Corecon apoia a terapia financeira

O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Martinho Luís Gonçalves Azevedo, afirma que a terapia financeira está em expansão no estado e que a atividade é importante para a saúde financeira da população.

“A atividade já faz parte da atuação dos economistas há algum tempo. O tema tem sido mais intensificado e vem sendo amplamente discutido, principalmente em eventos no Corecon. É importante que as pessoas busquem auxílio, ajuda profissional para obter mudanças em seus comportamentos em relação às finanças”, comentou.

Texto: Priscila Caldas

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