quarta-feira, 23 de setembro de 2026

‘Efeito cheia’ ainda afeta economia e gera demissões no comércio

Apesar dos primeiros sinais da vazante, a enchente preocupa os lojistas. Com lojas fechadas e menor movimento em alguns estabelecimentos, a alternativa foi a demissão.
COMPARTILHE

Mais de 300 lojas, no Centro de Manaus, seguem afetadas pela enchente, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM). Desse total, 51 permanecem com as portas fechadas, e 84 em funcionamento com acesso por meio de pontes de madeiras instaladas pela prefeitura.

Apesar dos primeiros sinais do processo de vazante, o presidente da CDLM, Ralph Assayag, comenta que o cenário é preocupante pelos prejuízos acumulados diariamente.

“Não há como estimar prejuízos em números. O impacto negativo acontece sim porque temos lojas fechadas, e as que permanecem em funcionamento e foram atingidas pelas águas, têm menor movimento.”, disse.

‘Efeito cheia’ gerou demissões

Assayag ainda disse que o ‘efeito cheia’ também resultou em demissões no comércio local.

“Tentamos segurar os colaboradores, mas realmente tivemos que demitir. Pelo menos 300 empregos foram afetados. Mas, acreditamos que voltando à normalidade, as lojas retomarão as contratações”, afirmou.

Retirada das marombas

Conforme Assayag, os lojistas contam com o monitoramento diário da prefeitura quanto à redução no nível das águas, o que permitirá a retirada das pontes improvisadas para o acesso do público ao comércio.

“Estamos em contato direto com a prefeitura, que realiza monitoramentos diários nas ruas afetadas, no centro. Assim que possível, as estruturas deverão ser retiradas, ser feita a higienização e providências necessárias. Precisamos da velocidade na redução das águas”.

Texto: Priscila Caldas

Leia Mais:

COMPARTILHE