fbpx

terça, 25 de janeiro de 2022

Desemprego recua para 14,1% no 2º tri, mas ainda atinge 14,4 milhões

Nível de ocupação subiu 1,2 ponto percentual para 49,6%, o que indica, contudo, que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

31 de agosto de 2021

Compartilhe

País tem 14,44 milhões de pessoas sem ocupação, recorde para o período (Foto: Reprodução)

A taxa de desocupação do país recuou para 14,1% no segundo trimestre deste ano, uma redução de 0,6 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre. Apesar da diminuição na taxa, o país ainda soma 14,4 milhões de pessoas na fila em busca de um trabalho. Os dados do desemprego são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta terça-feira (31) pelo IBGE.

Esse recuo na taxa foi influenciado pelo aumento no número de pessoas ocupadas (87,8 milhões), que avançou 2,5%, com mais 2,1 milhões no período. Com isso, o nível de ocupação subiu 1,2 ponto percentual para 49,6%, o que indica, contudo, que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.

“O crescimento da ocupação ocorreu em várias formas de trabalho. Até então vínhamos observando aumentos no trabalho por conta própria e no emprego sem carteira assinada, mas pouca movimentação do emprego com carteira. No segundo trimestre, porém, houve um movimento positivo, com crescimento de 618 mil pessoas a mais no contingente de empregados com carteira”, explica a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado avançou 2,1%, totalizando 30,2 milhões no segundo trimestre do ano, frente ao anterior. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o contingente ficou estável, mas interrompeu quatro trimestres sucessivos de quedas.

A ocupação também avançou no segundo trimestre com o aumento de 3,4% no número empregados no setor privado sem carteira (10,0 milhões) na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, esse contingente subiu 16,0% ou 1,4 milhão de pessoas.

Trabalho por conta própria atinge recorde

Outro destaque foi o trabalho por conta própria, que atingiu o patamar recorde de 24,8 milhões de pessoas, um crescimento de 4,2% na comparação com o trimestre anterior. Em um ano, o contingente avançou 3,2 milhões, alta de 14,7%. Inclusive, 52,2% da alta da ocupação na comparação mensal e 62,7% dessa alta na comparação anual vieram do aumento dos conta própria sem CNPJ.

Adriana observa que o aumento da ocupação no segundo trimestre foi gerado, principalmente, por atividades relacionadas à alojamento e alimentação (9,1%), construção (5,7%), serviços domésticos (4,0%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,8%).

“Alojamento e alimentação, que inclui restaurantes e hotéis, avançaram 7,7% na comparação anual, primeiro crescimento depois de quatro trimestres de quedas. Esse avanço, porém, não faz a atividade voltar ao patamar pré-pandemia, mas é um movimento de leve recuperação, depois de registrar a segunda maior perda de trabalhadores em 2020, atrás do serviço doméstico”, disse a analista da pesquisa.

O trabalho doméstico (5,1 milhões) não teve variação significativa frente ao primeiro trimestre do ano, mas avançou 8,4% na comparação com o segundo trimestre de 2020. A categoria dos empregadores (3,8 milhões) ficou estável nas duas comparações. Já o setor público (11,8 milhões) registrou uma redução de 4,4% (menos 539 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Informais crescem quase 5,0 milhões

Os trabalhadores informais, que incluem aqueles sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração, somaram 35,6 milhões de pessoas e uma taxa de 40,6%. No trimestre anterior, a taxa foi de 39,6%, com 34,0 milhões de informais. Há um ano esse contingente era menor, 30,8 milhões e uma taxa de 36,9%.

Subocupados atingem recorde de 7,5 milhões

A PNAD mostra ainda que os trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, aqueles que trabalham menos horas do que poderiam trabalhar, chegou a um número recorde de 7,5 milhões de pessoas, um aumento de 7,3%, com mais 511 mil pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o indicador subiu 34,4%, quando havia no país 5,6 milhões de pessoas subocupadas.

Os desalentados (5,6 milhões), pessoas que desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado, houve uma redução de 6,5% em relação ao primeiro trimestre do ano. Mas esse contingente permanece estável na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

O contingente de pessoas subutilizadas, aquelas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial, foi de 32,2 milhões, uma redução de 3,0% em relação ao primeiro trimestre (33,2 milhões). A taxa composta de subutilização também foi de 28,6%.

Rendimento médio dos trabalhadores recua

O rendimento médio real dos trabalhadores foi de R$ 2.515, um recuo de 3,0% frente ao trimestre de janeiro a março de 2021 e redução de 6,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A massa de rendimento real, que é soma de todos os rendimentos dos trabalhadores, ficou estável, atingindo R$ 215,5 bilhões.

Fonte: IBGE

Leia mais:

Leia mais sobre Economia & Negócios

600 vagas em cursos de qualificação são ofertadas gratuitamente, no AM

Os cursos são direcionados para a população que busca por qualificação profissional, para concorrer a uma vaga no mercado de trabalho e as incrições encerram nesta quarta.

25 de janeiro de 2022

Em 2021, arrecadação de impostos federais teve maior valor desde 1995

Em um ano marcado pela queda de mais de 4% no PIB brasileiro, a arrecadação total de impostos, contribuições e demais receitas federais atingiu a marca de R$ 1,87 trilhão.

25 de janeiro de 2022

Empreendimento residencial é lançado na região da Ponta Negra

Mirante de Flores é o novo empreendimento residencial da MRV lançado para a região da Ponta Negra, zona oeste de Manaus, com duas torres e total de 288 apartamentos.

25 de janeiro de 2022

Confiança do empresário do comércio sobre 1,4% em janeiro, diz CNC

Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgado pela Confederação Nacional do Comércio subiu 1,4% e atingiu 121,1 pontos, em uma escala que vai de zero a 200.

25 de janeiro de 2022

Tesouro Direto atinge vendas de R$ 3,293 bilhões em dezembro

Os títulos do Tesouro mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic (Tesouro Selic), que corresponderam a 57,6% do total.

25 de janeiro de 2022

Reuniões podem definir novos rumos dos auditores da RF, nesta terça-feira

Mobilização continua enquanto os auditores da Receita Federal avaliam o Orçamento da União sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro e que manteve os cortes no órgão.

25 de janeiro de 2022

Venda de livros subiu 4,9% no Natal e faturamento do setor cresceu 14%

No período do Natal foram vendidos 5,4 milhões de livros no País, com alta de 4,94% sobre o mesmo período de 2020, que teve 5,1 milhões de unidades comercializadas.

25 de janeiro de 2022

Senado deve votar Projeto para conter alta dos combustíveis em fevereiro

Projeto de Lei 1.472/2021 cria programa de estabilização, com a finalidade de reduzir a volatilidade dos preços de derivados de petróleo e cria uma nova política de preços.

25 de janeiro de 2022