A cheia dos rios afeta a produção rural em 26 municípios com perdas totalizando mais de R$ 31 milhões, segundo levantamento do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam). As culturas afetadas com prejuízos em valores mais expressivos, até o momento são: abóbora, maracujá, banana, mandioca, mamão e pimenta de cheiro.
No total, 1.059 famílias têm prejuízos por conta da subida do nível das águas. As cidades de Carauari (450) e Ipixuna (11), na região do Rio Juruá, totalizam a área com maior quantidade de famílias afetadas, totalizando 461 famílias e prejuízos estimados em mais de R$ 9,5 milhões.
Na sequência, aparecem os municípios de Manacapuru (185) e Careiro (62) com 247 famílias prejudicadas pela cheia, com prejuízos de mais de R$ 19,8 milhões. Na região do Baixo Amazonas, nas cidades de São Sebastião do Uatumã e Barreirinha 112 famílias estão em situação de risco e amargam danos orçados em R$ 148,6 milhões.
Perdas agrícolas
Conforme o relatório do Idam, os cultivos mais afetados com perdas em maiores valores são: banana (R$ 9,5 milhões), mamão (R$ 6,9 milhões), mandioca (R$ 4,1 milhão), maracujá (R$ 3,2 milhões), abóbora (R$ 2,8 milhões) e pimenta de cheiro (R$ 1,6 milhão).
Na soma dos 41 itens cultivados nas áreas afetadas, os prejuízos totalizam R$ 31.026.441,56, em todo o estado. Desse total, 2,1% corresponde a valores financiados por instituições bancárias, contabilizando R$ 614.480.
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, em meio à subida do nível das águas os produtores tentam antecipar a colheita, na tentativa de não perder a produção e garantir a venda. No caso da pecuária, a alternativa é transferir os rebanhos da área de várzea para a terra firme, o que pode demandar locação de pastagens e suplementação alimentar para os animais.
“Mais um ano com cheia com nível acima da normalidade e prejuízos econômicos para as famílias. É importante a implementação de políticas públicas para minimizar os prejuízos e principalmente viabilizar que esses produtores possam se manter na atividade e fixados no campo, no interior, evitando o êxodo rural”, comentou.
Texto: Priscila Caldas
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