quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Carnaval deve gerar mais de 20 mil postos de trabalho em Manaus

Festa e geração de emprego e renda. Esse é o significado do carnaval para mais de 20 mil pessoas na capital amazonense, que atuam na construção de adereços da folia momesca.
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O Carnaval 2023 deve gerar trabalho, renda e sustento para mais de 20 mil pessoas em Manaus, segundo levantamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Em média, 10 mil artesãos estão envolvidos nos preparos de alegorias e fantasias das escolas de samba da capital, cujo desfile é realizado com apoio do governo do Amazonas.

Estão sendo investidos R$ 13 milhões, o que engloba o apoio operacional aos eventos, além do patrocínio para 26 Escolas de Samba de Manaus, apoio às bandas e 130 blocos de rua, concurso de fantasias adulto e infantil, Carnaboi e reforma e manutenção do Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus.

Nos barracões das agremiações, trabalham diversos profissionais, de corte e costura, artesanato, produtores de adereços entre outros. A maioria vive e constituiu família na comunidade de origem da escola de samba.

O secretário de Cultura, Marcos Apolo Muniz, assinala que festividades como o Carnaval garantem a movimentação da economia criativa e alcançam produtores culturais dentro das comunidades.

“Investir no Carnaval oportuniza inúmeros empreendedores, artistas locais e artesãos, que contam com esse período para aumentar a renda. Neste ano, a festa vai gerar mais de 20 mil postos de trabalho, o que, além de envolver toda a comunidade, reforça a identidade da cultura amazonense em uma das principais festas do estado”, afirma.

Costureira da Aparecida. “Ajuda financeira”. (Foto: Arthur Castro/Secom)

A costureira Raimunda Pantoja, de 54 anos, atua na escola de samba Mocidade Independente de Aparecida e conta que já trabalhou em diversas agremiações ao longo dos anos. Para ela, o Carnaval representa uma paixão que vem de família e a principal fonte de renda.

“Trabalhar no Carnaval é uma grande fonte de renda, realmente uma ajuda financeira. Nessa época conseguimos manter as despesas do ano, consigo envolver outras pessoas no processo de produção, e elas lucram com isso também”, comenta Raimunda.

“Nós vivemos nesse meio de coração aberto e tenho muito orgulho do que eu faço. Minha vida inteira é baseada no Carnaval, na folia. Hoje, a minha família está toda envolvida com festivais na capital e interior”, acrescenta a costureira.

Amor e ofício

A artesã Lúcia do Carmo, 53, enfatiza que o trabalho artesanal, durante o Carnaval, garante ganho financeiro e, além disso, representa bem-estar e amor.

“Eu trabalho por amor à escola e também porque preciso, representa um ganho financeiro. Esse trabalho para mim é uma terapia, me anima, ocupa meu tempo e tira o estresse do dia a dia. Eu gosto de coração de trabalhar com fantasia de Carnaval”, diz a artesã, que trabalha há 15 anos na escola Reino Unido da Liberdade.

A data também reforça o orçamento do artista Pedro Batista, 53, que trabalha há 14 anos com produções culturais e artesanato.

“O Carnaval gera emprego e renda para quem trabalha com artesanato. É uma data que aguardamos ansiosos e, com certeza, aumenta nossa renda”, diz o artista.

Artesão Lúcia do Carmo trabalhando nas alegorias da Reino Unido. (Foto: Arthur Castro / Secom)
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