quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Burocracia federal atrapalha compra de vacinas para trabalhadores do PIM

Fieam, Cieam e Sindmetal-AM negociam a aquisição do imunizante contra o novo coronavírus, mas tratativas esbarram na falta de normatização do Governo Federal.
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Trabalhadores em fábrica do Polo Industrial de Manaus

A ausência de normatizações por parte do governo federal tem impedido a aquisição e a operacionalização da vacina contra a Covid-19 nas fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Empresários do setor e o sindicato dos trabalhadores estão em tratativas para o acesso à imunização, uma delas, busca viabilizar a compra de 550 mil doses da vacina.

Os representantes patronais e o sindicato dos trabalhadores negociam a aquisição de 558 mil doses do imunizante que deverão ser destinadas aos trabalhadores da indústria e aos familiares que residem no mesmo local que o trabalhador.

A parceria foi firmada entre o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM).

De acordo com o presidente do Sindmetal-AM, Valdemir Santana, diversas indústrias como por exemplo, a LG e a Samsung, aceitaram firmar o acordo para a compra da vacina. Porém, não houve acordo por parte do governo federal.

“O esforço para a aquisição dessa vacina é conjunto. Porém, esbarramos em entraves do governo federal. Estamos aguardando tomada de ação por parte do Cieam”, disse.

CNI e Fieam aguardam normatização

O segundo plano é capitaneado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), representado, no Amazonas, pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

Segundo o presidente da Fieam, Antonio Silva, a normatização dos procedimentos para a compra da vacina é essencial para que a operacionalização ocorra da forma correta e eficaz.

“Todas as ações que vierem a ser adotadas pela indústria local serão norteadas pela CNI. Estamos em tratativas. Precisamos da normatização para que a operacionalização das vacinas seja viabilizada com toda a estrutura correta”, disse o empresário.

Reportagem: Priscila Caldas

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