quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Alta nos juros encarece investimentos e desestimula economia, avalia Fieam

Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar em um ponto percentual a taxa básica de juros da economia, que passou de 4,25% para 5,25% ao ano.
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A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), que elevou a taxa Selic (juros básicos da economia) para 5,25% ao ano recebeu críticas de entidades do setor produtivo. Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, a medida, que tem como objetivo controlar a inflação, encarece o custo do investimento e desestimula a atividade econômica.

“Entendemos que, hoje, a principal causa de pressão sobre os preços não é derivada dessa questão e deve se acomodar naturalmente dentro de alguns meses. Essa elevação deve inibir novos investimentos e uma maior retomada da atividade produtiva”, declarou Silva, em entrevista ao Real Time1.

 Para representantes da indústria nacional, a elevação da taxa básica de juros atrasa a recuperação econômica e pode se refletir na manutenção do desemprego alto nos próximos meses.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou de “equivocada” a decisão do Copom. Para a entidade, as altas recentes da inflação não decorrem da demanda, mas de fatores externos que afetam a oferta, como a subida do dólar e o encarecimento de matérias-primas e insumos.

“O controle da inflação de oferta via juros é menos eficaz e requer um forte desestímulo à atividade econômica em um momento em que a recuperação da economia ainda se mostra frágil. A taxa de desemprego ainda está próxima do pico histórico e a produção da indústria de transformação perdeu força ao longo deste ano, apresentando queda em cinco meses no primeiro semestre”, destacou, no comunicado, o presidente da CNI, Robson Andrade.

Para a CNI, as pressões de custos cairão à medida que o dólar caia e o mercado de insumos e matérias-primas se reequilibre nos próximos meses.

Texto: Lucas Raposo, com informações da Agência Brasil

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