quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Documentos esquecidos causam prejuízo de R$ 250 mil à Sejusc

À TV RealTime, secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Sejusc), Mirtes Sales, revelou que Exército sairá da Operação Acolhida, que atende migrantes venezuelanos.
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A secretária de Estado de Justiça, Cidadania e Direito Humanos (Sejusc), Mirtes Salles, revelou, em entrevista à TV RealTime1, nesta quarta-feira (23), que mais de seis mil carteiras de identidade (RGs) solicitados por amazonenses no ano passado ficaram esquecidos nos arquivos do órgão e geraram um prejuízo de R$ 250 mil.

“Há pessoas que pedem uma segunda via e dois meses depois perdem e vão pedir uma terceira via. Tem gente que está na décima via deste documento, que custa em média R$ 40”, disse a secretária.

A secretária afirmou que o Governo do Estado, para minorar este prejuízo, deverá lançar a carteira de identidade digital, um documento semelhante ao da carteira nacional de habilitação (CNH), que o cidadão poderá usar em paralelo com o documento físico.

“Quando uma pessoa pedir o RG digital no PAC da Compensa, por exemplo, e não for buscar. Daí ela solicita novamente o documento no PAC da Cidade Nova (…) Nosso atendente vai ver que o documento já está no PAC da Compensa e aí não teremos este problema”, explicou a titular da Sejusc.

Mirtes Salles também revelou que o Exército vai abandonar a Operação Acolhida e transferir para os governos do Amazonas e de Roraima todo o gerenciamento da migração de venezuelanos para o Brasil, uma área problemática e sensível da Sejusc.

“Fomos informados de que as Forças Armadas estão sem orçamento para continuar com esta operação e que este serviço terá de ser assumido por nós”, disse Mirtes.

Ela acrescentou que o trabalho da Sejusc na Operação Acolhida era internalizar os migrantes, que deveriam ir para outros Estados brasileiros, mas não é isso que está acontecendo no Amazonas, principalmente com os indígenas da etnia Warau, que ficam em Manaus pedindo esmolas nas esquinas e portas de estabelecimentos comerciais.

De acordo com Mirtes Sales, os indígenas são protegidos por leis e acordos internacionais e a Sejusc tem que atendê-los em suas exigências alimentares e de costumes.

“Eles só dormem em redes, então tivemos que adaptar os abrigos, só tomam um tipo de refrigerante, só comem frango, então é um desafio atendê-los”, disse, destacando que, em média são 500 migrantes venezuelanos que chegam a Manaus todos os dias.

Ex-vereadora em Manaus, a secretária assegurou que não vai disputar a eleição deste ano e que está focada no trabalho à frente da Sejusc. Ela também fez considerações sobre a eleição e as chances do governador Wilson Lima (PSC) no enfrentamento de dois ex-governadores (Amazonino Mendes/sem partido e Eduardo Braga/MDB).

Confira a entrevista na íntegra:

Texto: Gerson Severo Dantas

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