quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Documentário sobre o Tesc estreia no Teatro Amazonas e resgata memória cultural do estado

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O cantor Zezinho Corrêa foi integrante do Tesc

Resgate da história de um dos principais movimentos teatrais de Manaus, o documentário “A Amazônia como palco – uma história do Teatro Experimental do Sesc (Tesc)” será lançado no dia 27 de agosto, às 20h, no Teatro Amazonas, no Centro de Manaus. A entrada é gratuita, por ordem de chegada.

Dirigido por Gustavo Soranz, o filme tem direção de fotografia de Erlan Souza e produção da Rizoma Audiovisual. O lançamento foi contemplado pelo Edital 001/2023 da Lei Paulo Gustavo (LPG), na categoria “Distribuição”, com gestão do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e apoio do Governo Federal, Ministério do Turismo, Secretaria Especial de Cultura e Fundo Nacional de Cultura.

Trajetória do grupo

Com 93 minutos de duração, o documentário aborda a formação e as duas primeiras fases do Tesc, entre 1968 e 1982. O grupo surgiu em Manaus no final da década de 1960, em plena Ditadura Militar, reunindo artistas e intelectuais em um movimento de resistência cultural.

Na década de 1970, o escritor Márcio Souza integrou-se ao grupo ao lado do poeta Aldisio Filgueiras, um dos fundadores. As peças apresentadas lançaram um olhar crítico sobre a exploração da Amazônia e valorizaram as culturas indígenas da região, consolidando o Tesc como referência no teatro brasileiro.

Entre as produções destacam-se “A paixão de Ajuricaba” e “Dessana, Dessana”, que retratam a cosmogonia do Alto Rio Negro, além de “Tem Piranha no Pirarucu” e “A resistível ascenção do boto Tucuxi”, que dialogaram com a realidade da Zona Franca de Manaus.

Homenagem e legado

O secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa, Caio André, destacou o lançamento como um resgate da memória cultural. “O Tesc foi um dos movimentos mais importantes da nossa história recente, porque mostrou a força da arte como ferramenta de resistência e identidade. Reviver essa trajetória no palco do Teatro Amazonas é uma forma de homenagear quem abriu caminhos e inspirar novas gerações”, afirmou.

Segundo Soranz, o documentário é também uma homenagem ao dramaturgo Márcio Souza, falecido em 2023. “O Tesc foi uma experiência cultural ampla, que não se restringiu ao teatro. Este filme resgata essa contribuição e reforça a importância do grupo para a história da região”, declarou.

O filme reúne registros de montagens históricas, arquivos fotográficos e depoimentos de artistas que participaram do movimento, como Nielson Menão, Ednelza Sahdo e Stanley Whibbe.

Sobre a produtora

Criada em 2008, a Rizoma Audiovisual atua na interface entre cinema, televisão e antropologia. A produtora desenvolve obras que refletem sobre a sociobiodiversidade amazônica e também investe em pesquisa, capacitação e produção de conteúdos audiovisuais.

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