quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Dnit cancelou obras em pontes do AM antes de quedas e omitiu fato ao MPF

Além de rescindir o contrato, o órgão comunicou ao Ministério Público Federal, na mesma época, que os serviços estavam garantidos na BR-319.
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O Dnit rescindiu os contratos de manutenção da BR-319 por falta de execução pela empresa sediada no Paraná (Foto: Divulgação/CBAM)
Burocracia para destravar manutenções torna missão impossível a trafegabilidade da BR-319

Matéria do Jornal “Estado de Minas” revela que o Departamento Nacional de Infraestrutra de Transporte (Dnit) rescindiu contrato de manutenção da BR-319, inclusive dos trechos onde desabaram duas pontes entre os dias 28 de setembro e 8 de outubro, no Amazonas.

A ponte que desabou no dia 28 resultou em quatro mortes, 14 feridos e uma pessoa desaparecida. Já a segunda a desabar não deixou vítimas porque já estava interditada.

Acontece que, além de rescindir o contrato, segundo a matéria, o órgão comunicava ao Ministério Público Federal (MPF), na mesma época, que os serviços estavam garantidos na BR-319.

Em julho, o MPF cobrou o Dnit sobre as obras e teve como resposta que “os pontos críticos estavam sendo recuperados e que, mesmo com o término do contrato emergencial, outros dois contratos garantiriam a execução das obras.”

Dois contratos de manutenção nos trechos da BR, no valor de R$ 95 milhões, já haviam sido rescindidos pelo Dnit, de forma unilateral, por falta de execução dos serviços. Essas rescisões ocorreram em 2 de setembro. A informação, destaca a matéria, foi omitida em ofício enviado ao MPF.

O  contrato para recuperação de erosões e os contratos para manutenção do trecho da rodovia eram executados pela A G O Engenharia de Obras, de Medianeira (PR). O primeiro serviço, com custo de R$ 33,8 milhões, foi contratado pelo Dnit sem licitação.

Da Redação

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