Com a saída de Gustavo Igrejas, exonerado no dia 15 de julho, e a entrada do coronel Manoel Amaral, o corpo diretivo da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) ficou, pela primeira vez em 53 anos de existência, totalmente militarizado.
Nem mesmo durante a ditadura militar, quando as Forças Armadas ocupavam todos os pontos estratégicos da economia brasileira, a Suframa teve tantos superintendentes com patente.
O comando da Suframa é composto por cinco pessoas, sendo um superintendente e quatro adjuntos. O titular superintendente é o coronel Algacir Polsin, empossado dia 17 de junho, em substituição a outro coronel: Alfredo Menezes.
Abaixo dele há quatro superintendentes adjuntos, todos com patente de coronel: – Luciano Tavares, adjunto de Operações (SAO); Sandro Gomes, adjunto Executivo (SAE); Dower Borges, adjunto de Projetos (SPR); e agora também Manoel Amaral, adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional (SAP).
Coronel Amaral, o mais novo
O mais novo adjunto, Manoel Amaral, é militar do Exército. Foi oficial de gabinete do Comandante do Exército, comandante de organizações militares, oficial de Inteligência na Amazônia Ocidental e secretário especial de Relações Institucionais da secretaria de governo da Presidência da República.
Dos quatro novos superintendentes adjuntos da Suframa, escolhidos na gestão do coronel Alfredo Menezes, três eram seus companheiros de farda e de patente.
O superintendente adjunto executivo, coronel Sandro Rogério Ferreira Gomes, que tem 35 anos de atuação como gerente de orçamentos. Já esteve no CMA (Comando Militar da Amazônia). Chegou com a promessa de administrar com mão de ferro as contas da autarquia.
Já o coronel Luciano Martins Tavares ocupará a SAO (Superintendência Adjunta de Operações). Sua atuação será no comércio exterior. Conhece a área com intimidade. Foi adido militar do Brasil na China e na Coreia, os dois principais parceiros comerciais da ZFM.
A Suframa tem ainda mais um coronel da reserva do Exército na cúpula da autarquia. Dower Jerômi Morini Borges, engenheiro de combate, foi nomeado como coordenador-geral de Recursos Humanos da superintendência.
Alguns servidores da autarquia olham com certa ansiedade este movimento. Pelas contas deles, já são nove militares aquartelados no órgão desde a chegada do coronel Menezes.
Texto: Paulo Roberto Pereira