quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Wilson libera R$ 5,2 mi em indenizações para Sharp e Manaus 2000

Ao todo, 2.580 famílias que vivem na envoltória de obras do novo Prosamin+ nas comunidades da Sharp, Manaus 2000 e no Conjunto Industriário serão indenizadas.
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Mais de R$ 5,2 milhões em indenizações foram pagas, nesta segunda-feira (27), pelo governador Wilson Lima para famílias reassentadas pelo Prosamin+ nas comunidades da Sharp, na zona leste, e na Manaus 2000, na zona sul da capital amazonense. Ao todo, 98 famílias foram contempladas nesta fase.

Os recursos foram empregados em forma de bônus-moradia, indenização, auxílio-moradia e fundo de comércio, conforme o Governo do Amazonas.

“A gente está cumprindo um compromisso que assumiu em 2018. Para 98 famílias, ontem (26/02) foi o último domingo em que estiveram lá, porque a partir de hoje passam a ter uma nova moradia, uma nova perspectiva de vida. Até o final de junho, ninguém estará mais morando lá, porque vamos indenizar todo mundo da Sharp e dar uma solução para as pessoas que estão ali”, destacou o governador.

Executado pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), o novo Prosamin+ está com as quatro frentes de obras projetadas em andamento. O programa vai urbanizar uma área de 340 mil m² ao longo do Igarapé do Quarenta, em um trecho entre a avenida Manaus 2000, no bairro Japiim, zona sul, e a Comunidade da Sharp, no bairro Armando Mendes, zona leste.

A dona de casa Micaela Melo Duarte, mãe de quatro filhos e moradora da comunidade da Sharp há 20 anos, falou sobre o que o projeto representa para ela e para a sua família.

“Graças a Deus chegou [a indenização] em bom momento, porque a gente está precisando. A gente morava em ponte e, toda vez que a ponte caía, perdia muitas coisas na chuva. O apartamento vai ser uma mudança de vida. A gente esperava há muito tempo por uma casa. Meus filhos esperavam por essa mudança de vida. Muitos governadores passaram e não tiveram esse olhar pela Sharp, e ele (Wilson Lima) foi uma benção para todos nós. Ele veio pra mudar”, afirmou.

Ao todo, 2.580 imóveis nas comunidades da Sharp, Manaus 2000 e no Conjunto Industriário serão indenizadas. (Foto: Alex Pazuello e Diego Peres/Secom)

Reassentamento

Os beneficiários do Prosamin+ passam pelo processo de atendimento na Suhab, com entrega da documentação que comprova a posse do imóvel, seguindo para o processo de entrevista socioeconômica para identificar qual a melhor solução de reposição de moradia, que pode ser indenização, bônus-moradia, auxílio-moradia, bolsa-moradia transitória, unidade habitacional ou fundo de comércio.

Neste pagamento, o Governo indeniza as famílias com bônus-moradia de R$ 60 mil, auxílios-moradia no valor total de R$ 6,6 mil, mais indenizações e fundos de comércio.

No total, segundo a Suhab, já foram reassentadas 266 famílias das comunidades da Sharp e Manaus 2000, e os recursos investidos em soluções de moradia somam R$ 8,7 milhões. O primeiro pagamento do Prosamin+ foi realizado em outubro, o segundo e o terceiro no mês de dezembro de 2022.

Até o momento, foram convocadas 619 famílias para abrir seus processos junto à Suhab, sendo 434 da comunidade da Sharp e 185 da Manaus 2000.

Soluções de moradia

Quem é proprietário ou tem a posse e mora no imóvel pode ir para um dos 750 apartamentos em conjuntos habitacionais que serão construídos pelo programa, podendo também receber o bônus-moradia, se o valor de avaliação do imóvel for de até R$ 60 mil. Nesse caso, o programa adquire para o beneficiário um imóvel escolhido por ele até esse valor, em outro local da cidade, desde que fora de área de risco.

Até junho, meta é que 1.080 famílias que estão na faixa de risco de alagação seja indenizadas. (Foto: Alex Pazuello e Diego Peres/Secom)

As famílias cuja solução de reposição de moradia encontrada for o bônus-moradia ou a unidade habitacional ficarão recebendo bolsa-moradia transitória no valor de R$ 550 mensais, até que o apartamento seja entregue ou que encontrem um imóvel para ser adquirido pelo programa.

Se a pessoa tem a posse do imóvel, mas não mora nele, porque cedeu ou alugou para terceiro, terá direito apenas à reposição patrimonial da benfeitoria que tenha feito no local. Já quem mora em imóvel cedido ou é inquilino receberá um auxílio-moradia de R$ 6,6 mil, que corresponde a 12 meses da bolsa-moradia transitória.

Para quem é proprietário ou posseiro de imóvel avaliado acima de R$ 60 mil, mora ou usa comercialmente o local, a solução é uma indenização como reposição patrimonial, que é definida a partir de um laudo de avaliação de engenharia do valor do imóvel. A mesma solução é para imóveis institucionais.

Quem não é proprietário, mas usa o imóvel comercialmente (no caso, alugou para explorar uma atividade comercial), receberá uma indenização denominada fundo de comércio. Essa indenização diz respeito apenas à atividade explorada e não ao valor do imóvel. Para isso, terá que comprovar a atividade com documentação contábil, fluxo de caixa, balancete etc. Se for informal, precisará comprovar a atividade realizada no imóvel, para que seja feito o cálculo do fundo de comércio.

Da Redação, com informações da Secom

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