quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Óleos de plantas medicinais amazônicas podem controlar doenças

Uso desses óleos essenciais na agricultura, pode ser opção no controle de doenças de plantas, em cultivos sustentáveis. 
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Uma pesquisa comprovou que óleos de plantas medicinais têm potencial para controlar doenças em vegetais. O estudo foi desenvolvido no âmbito do Programa Universal Amazonas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam)  

Na pesquisa, foi verificado também que os óleos essenciais não só tiveram efeito na inibição do desenvolvimento dos fungos fitopatogênicos, aqueles que causam enfermidades em plantas, mas também estimularam o sistema de defesa delas, induzindo a resistência. 

Coordenador do estudo e doutor em Biotecnologia, Rogério Eiji Hanada e sua equipe verificaram que, por conta do seu baixo potencial danoso para o meio ambiente, para os agricultores e os consumidores, o uso desses óleos essenciais na agricultura, pode futuramente, ser uma opção eficiente, segura e acessível no controle de doenças de plantas, em cultivos sustentáveis. 

Na agricultura orgânica, em que o controle de pragas é feito sem a utilização de fungicidas e inseticidas industriais, essa alternativa configura-se como uma forma valiosa e de interesse, principalmente, para os pequenos agricultores.

“Paralelamente ao controle de doenças, o cultivo das espécies medicinais, ou mesmo as pequenas indústrias, para a extração dos óleos essenciais, poderão se tornar uma fonte de renda para os agricultores”, comentou Rogério Hanada. 

As substâncias inibiram o desenvolvimento dos fungos fitopatogênicos, o que incluiu o crescimento micelial, a produção e a germinação de conídios (esporos). “Quando as plantas foram tratadas com os óleos essenciais e inoculadas com os fitopatógenos, observou-se redução da severidade das doenças”, completou.  

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