quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Mulheres são mais de 90% das vítimas de ataques a jornalistas no Brasil

Dados da Abraji apontam que 91,3% das vítimas de ataques a profissionais de imprensa no Brasil são mulheres (cis ou trans); principais agressores identificáveis foram homens.
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Dados coletados pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), com apoio do Global Media Defence Fund da Unesco, mostrou que mulheres jornalistas (cis e trans) representam 91,3% das vítimas. 

O projeto da Abraji inspirou a Voces Del Sur a incorporar ataques com viés de gênero em seus relatórios sobre a situação dos jornalistas nos países do continente. Segundo a Voces del Sur, que reúne 14 organizações latino-americanas, 127 profissionais e meios de comunicação foram alvo de 119 atos de violência de gênero e ataques contra mulheres jornalistas no Brasil em 2021, voltados sobretudo para as que cobrem política. 

Os resultados do Brasil foram apresentados na conferência de Liberdade de Imprensa promovida pela Unesco na Estônia por Cristina Zahar, secretária-executiva da Abraji.

“Apesar da pandemia e da cobertura de saúde ao longo do ano, a maior parte das agressões desencadeadas pela cobertura jornalística está ligada a agendas políticas e tentativas de impedir o jornalismo de investigar e fiscalizar o Estado. Mulheres jornalistas que cobrem política foram o alvo principal, como Daniela Lima, âncora da CNN Brasil, que sofreu oito ataques, e Patricia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, que sofreu cinco”, disse Cristina Zahar.

Outro dado revela que 71,4% dos insultos tiveram origem ou foram repercutidos em ambientes virtuais, como a rede social Twitter.

Os principais agressores identificáveis foram homens, correspondendo a 95% dos abusos dentro e fora da internet. 

Com informações do MediaTalks

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