quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Internautas reclamam que 5G deixou outras conexões lentas, diz Ministério

Em Manaus, a tecnologia 5G chegou no final do ano passado. A capital foi uma das últimas do país a contar com a quinta geração de internet mais veloz.
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tecnologia 5g anatel
Expansão da rede impulsiona o comércio de pacotes mais caros pelas operadoras de telefonia. (Arquivo)

Apesar da promessa de maior velocidade, a internet 5G tem sido apontada como responsável por conexões lentas de usuários de outras gerações, como o 4G. A informação é do Ministério das Comunicações, que reuniu com representantes de seis operadoras de telefonia e a Conexis Brasil para discutir os avanços na implantação da tecnologia no Brasil.

De acordo com o Ministro das Comunicações, Juscelino Filho, usuários têm reclamado à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a respeito do funcionamento do 4G, em decorrência da chegada da quinta geração de dados móveis.

“Quando a gente ouve que a qualidade do 5G está sendo questionada, temos o argumento de que é uma coisa nova que está sendo implantada. Mas, quando você começa a ter reclamação de que o 4G, que era bom, ficou ruim, aí é difícil de explicar”, disse.

Em Manaus, a tecnologia 5G chegou no final do ano passado. A capital foi uma das últimas do país a contar com a quinta geração de internet mais veloz. O Ministério das Comunicações pretende lançar, em breve, uma pesquisa de opinião para identificar os pontos que precisam ser melhorados.

A reclamação das operadoras é quanto ao elevado número de furtos de cabos e equipamentos de telefonia. Segundo a Conexis, este foi o motivo para que 7 milhões de pessoas tenham ficado sem internet em 2021.

“Este é um tópico que afeta todas as operadoras. Existe um projeto de lei tramitando no Congresso, que aumenta a pena, pune o receptor e retira as multas regulatórias quando a não prestação de serviços está relacionada ao roubo de cabos e equipamentos”, afirmou o presidente Executivo da Conexis Brasil Digital, Marcos Ferrari, fazendo referência ao PL 5846/2016.

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