Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) neste mês, sobre inadequações habitacionais no mercado de habitação do país, mostra que a população de Manaus que mora em bairros informais, com moradias de baixa qualidade, está mais distante dos centros de negócios da capital e, por isso, leva mais tempo para se deslocar até o trabalho.
A inserção urbana dos bairros informais, classificados no estudo como AGSN (aglomerados subnacionais), em Manaus tem uma minoria de domicílios próximos dos centros de negócios, assim com o Belém (PA). As duas capitais foram as únicas do Norte analisadas no estudo que avaliou 13 cidades.
Concentração
O estudo “Inadequações habitacionais e informalidade no mercado de habitação brasileiro: Evidências empíricas a partir do Censo 2010” caracteriza mercados formais e informais de habitação nas cidades estudadas e analisa o tempo de deslocamento casa-trabalho, dados sobre a concentração da oferta de empregos e dados sobre aluguéis.
No caso de Manaus, a maior parte dos domicílios dos bairros periféricos fica mais distante de regiões onde a oferta de empregos é mais concentrada.
Moradias precárias
De acordo com o estudo do Ipea, a grande maioria dos bairros informais têm moradias precárias, com menos banheiros, dormitórios e paredes de alvenaria, bem como abastecimento de água e esgotamento sanitário inadequados.
O estudo do Ipea utilizou como amostra 510 municípios brasileiros que apresentavam bairros aglomerados subnacionais ou pertenciam a um arranjo populacional. Segundo o Censo 2010, o total da população desses 510 municípios correspondia a 56,2% da população do Brasil em 2010, tendo a população em aglomerados subnacionais respondendo por 11,4%.
Da Redação
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